Irmãos são presos suspeitos de matar mulher e simular suicídio em Vila Velha
Dois irmãos, de 19 e 23 anos, foram presos suspeitos de matar uma mulher asfixiada e forjar um suicídio em Vila Velha , na Grande Vitória, no domingo (13). Um deles era companheiro e outra era cunhado da vítima, de 30 anos.
Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (14), a Polícia Civil informou que o crime aconteceu em uma casa no bairro Jabaeté. O caso foi descoberto após a vítima dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Riviera da Barra, já sem vida.
Inicialmente, o namorado de Lucelena de Santos Souza afirmou que a mulher havia cometido suicídio por enforcamento. Ele disse que estava em uma casa ao lado quando ouviu a mulher gritar e foi com um vizinho até o local. Os dois levaram Lucelena para a UPA de Riviera da Barra.
A Polícia Civil foi acionada e iniciou as investigações. “As informações coletadas pelo plantão do departamento no local são de que tanto a vítima quanto o companheiro passaram a madrugada ingerindo bebida alcoólica e consumindo drogas e, logo pela manhã, tiveram um desentendimento. Quando o plantão chegou ao local, encontrou os familiares, que informaram que, na UPA, um filho da vítima havia relatado ter visto o companheiro e o irmão dele colocando uma corda ao redor do pescoço da vítima”, explicou a delegada Raffaella Aguiar, da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM).
A partir desse relato, a polícia passou a desconfiar da versão de suicídio e aprofundou as investigações. Na casa da vítima, a perícia da Polícia Científica constatou que a causa da morte foi esganadura, tipo de asfixia provocada pela compressão do pescoço com as mãos.
Segundo a investigação, uma corda foi pendurada em uma porta do quarto para simular um enforcamento. A perícia, porém, concluiu que o objeto era incompatível com as lesões encontradas no pescoço de Lucelena.
Além disso, a corda não estava tensionada e a estrutura da porta não apresentava alterações compatíveis com o peso de uma pessoa pendurada.
“Pela posição em que a corda estava, dá para perceber que não houve fricção entre o ponto de fixação, no caibro da casa, e a própria corda. A altura em relação ao chão também geraria uma lesão completamente diferente da observada. Então, a lesão é incompatível com a posição em que a corda se encontrava", disse o chefe do Departamento de Perícia Externas da Polícia Científica (PCIES), Perito Oficial Criminal Regis Farani.
O companheiro de Lucelena e o irmão dele, que estava no imóvel, foram levados à delegacia para prestar depoimento. Diante dos indícios de que se tratava de uma morte violenta e da suspeita de envolvimento dos dois, ambos foram presos em flagrante. Segundo a Polícia Civil, eles permaneceram em silêncio.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e a reportagem não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos.
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