A maquiagem mudou? 5 edições do SPFW mostram mudança na beleza da passarela
A cada temporada, novas maquiagens ganham destaque nas passarelas, mas será que a beleza realmente muda tanto de uma edição para outra? Uma comparação entre cinco edições do SPFW (São Paulo Fashion Week), de abril de 2024 a outubro de 2026, revela que cores, texturas e acabamentos continuam aparecendo em diferentes momentos, muitas vezes com interpretações completamente distintas.
A evolução nem sempre está na chegada de um produto ou de uma tonalidade inédita, mas na maneira como os maquiadores utilizam recursos conhecidos para criar novas propostas.
A retrospectiva ajuda a entender o que realmente mudou na maquiagem e por que algumas escolhas continuam atravessando temporadas. (Veja fotos na galeria acima) Leia Mais SPFW: Marina Bitu apresenta coleção inspirada nas "profundezas do oceano" Jade Picon desfila pela primeira vez em uma semana de moda internacional Efeito duocromático e mais: conheça coleção de make gótica para o Halloween Na edição N57, em abril de 2024, o blush já ultrapassava sua aplicação tradicional nas maçãs do rosto.
A Catarina Mina explorou cores intensas que avançavam em direção às têmporas , enquanto Marina Bitu combinou tons alaranjados com reflexos lilás e dourados, inspirados na luz do entardecer.
Meses depois, na N58, a SAU Swim utilizou gloss como iluminador, levando o brilho dos lábios para outras áreas do rosto.
Mais do que apresentar novas cores, essas produções mostravam como a aplicação de produtos conhecidos podia modificar completamente o resultado da maquiagem.
A experimentação continuou na N59, em abril de 2025, quando Leandro Castro apresentou lábios escuros e esfumados, utilizando a maquiagem como parte da expressão artística da coleção.
Com mais de dez anos de experiência em produções de beleza para semanas de moda internacionais e participação recente na Semana de Moda de Milão, o maquiador, fotógrafo e diretor criativo brasileiro Carlos Moura, baseado em Londres, observa que essa evolução nem sempre é percebida por quem acompanha apenas as fotografias finais.
“Às vezes, a pessoa olha uma sombra colorida e acha que é a mesma maquiagem de anos atrás.
Mas o que muda é a aplicação, a textura, a maneira de trabalhar a pele e até o equilíbrio entre os elementos do rosto.
São detalhes que fazem uma referência conhecida ganhar outra leitura”, explica à CNN Brasil.
Na edição N60, em outubro de 2025, essa diversidade ficou ainda mais evidente.
Enquanto Alexandre Herchcovitch e Lilly Sarti apresentaram maquiagens discretas, Cria Costura e Flavia Aranha exploraram cores fluorescentes.
A Santa Resistência apostou em acabamentos luminosos, e a LED levou aplicações de brilho para a região dos olhos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.