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Economia

Petróleo sobe e passa de US$ 109 com guerras no Irã e na Ucrânia

UOL Economia ·
Petróleo sobe e passa de US$ 109 com guerras no Irã e na Ucrânia

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, 16, com investidores de energia receosos com questões de oferta global em meio a ataques contra a infraestrutura energética da Rússia e hostilidades contra embarcações no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 3,72% (US$ 3,94), a US$ 109,86 o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês subiu 2,61%(US$ 2,52), a US$ 99,02 o barril, na Nymex. Na semana, o Brent e o WTI avançaram 4,9% e 7,8%, respectivamente.

A commodity, que chegou a operar em queda na madrugada, acelerou alta nesta tarde em meio às informações da Reuters de que a refinaria de petróleo de Ryazan, na Rússia, suspendeu as operações em uma de suas principais unidades de refino após um ataque de drone na região na quinta-feira (15). A mesma unidade já havia sido suspensa após outro ataque no mês passado.

Em paralelo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que Teerã está disposto a ajudar na solução de divergências entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, que são apoiados pelo regime iraniano.

Apesar da recuperação dos fluxos de petróleo do Oriente Médio, a incerteza em torno do conflito continua a sustentar os preços do petróleo, dizem analistas do ING. O banco holandês pontua que uma recuperação sustentada nos embarques por Ormuz pode gradualmente reduzir o prêmio de risco geopolítico, mas um acordo será necessário para dar aos mercados maior confiança de que fluxos mais altos podem ser mantidos.

As preocupações com o fornecimento de diesel, entretanto, podem diminuir, à medida que as exportações de produtos aumentam e a manutenção reduzida das refinarias apoia a disponibilidade, segundo a Julius Baer.

O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, afirmou que Moscou está pronta para garantir o equilíbrio dos mercados de energia e manter seu papel na garantia do diesel, informou a Interfax .

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