Como tratar depressão durante a gravidez pode beneficiar cérebro do bebê
A psicoterapia no tratamento da depressão materna durante a gravidez pode beneficiar o desenvolvimento emocional e cerebral do bebê.
É o que mostra uma pesquisa publicada por cientistas norte-americanos, em 15 de outubro, na revista Nature Communications.
A pesquisa avaliou 109 bebês nascidos de mães participantes do ensaio clínico randomizado Care Project ("Projeto Cuidado").
As mães, que apresentavam sintomas depressivos elevados, foram designadas aleatoriamente para passar por oito sessões semanais de 50 minutos de psicoterapia.
As sessões eram focadas em relacionamentos e apoio social ou cuidados obstétricos.
Uma delas foi somente a respeito da psicoeducação sobre depressão durante a gravidez e informações de saúde mental.
Diferenças no hipocampo Os bebês cujas mães receberam psicoterapia durante a gravidez apresentaram desenvolvimento atípico no hipocampo, uma região do cérebro envolvida na memória e nas emoções.
Essa diferença era de 5% em comparação com os recém-nascidos cujas mães receberam um tratamento padrão.
A mudança na região cerebral resultou em uma melhor regulação emocional quando os bebês tinham 6 meses de idade.
A conclusão reforça evidências anteriores de que a depressão pré-parto pode afetar o desenvolvimento cerebral do bebê, com implicações na saúde emocional da criança na vida adulta.
"Há muito tempo que as pesquisas mostram que a depressão durante a gravidez está associada a diferenças nos resultados emocionais e comportamentais das crianças, mas a maior parte dessas evidências tem sido correlacional", observa em comunicado a autora principal do estudo, Catherine Demers, professora assistente de psiquiatria da Universidade do Colorado Anschutz, nos Estados Unidos.
Possibilidade de intervenção A depressão pré-natal é uma das complicações mais comuns da gravidez, afetando cerca de 20% a 40% das gestantes.
É uma condição tratável, que depende do acesso a intervenções de saúde mental adequadas.
Para os pesquisadores, os resultados reforçam a importância de integrar os serviços de saúde mental nos cuidados pré-natais, a fim de beneficiar não apenas o bem-estar das mães, como também das crianças.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.