Ter um ouvido aguçado pode facilitar o aprendizado de um novo idioma, sugere estudo
Parte do trabalho de aprender um novo idioma é aprender a ouvir.
Isso porque existe uma porção de sons da fala que, se você não fizer algum esforço, podem simplesmente entrar por um ouvido e sair pelo outro.
A boca falante dos seres humanos é capaz de produzir uma variedade enorme de barulhos que soam individualmente distintos para o nosso cérebro: somando todos os idiomas falados no mundo, a nossa fala conta com um repertório de mais ou menos 800 sons diferentes, ou, mais especificamente, fonemas.
A maioria das linguagens, porém, só usa algo em torno de 40.
O cérebro dos bebês já nasce equipado para processar cada um desses 800 barulhos.
Ao longo do tempo, contudo, ele vai se especializando: na medida em que a criança é exposta aos sons de sua língua nativa, seu cérebro é calibrado para reconhecer os fonemas específicos daquele idioma.
Por isso, aprender uma outra linguagem após a infância pode parecer difícil.
O cérebro tenta processar um idioma novo com a calibragem do antigo, e muitos detalhes essenciais acabam ficando de fora.
Ainda assim, mesmo depois de adultas, algumas pessoas parecem ter uma facilidade maior para pescar as nuances de um novo idioma.
Por quê? Continua após a publicidade A resposta pode estar na maneira como seus cérebros lidam com sons desconhecidos.
De acordo com um novo estudo publicado no periódico Journal of Experimental Psychology , indivíduos com uma maior precisão auditiva (a capacidade de perceber detalhes finos no som) tendem a interpretar sons novos produzidos pela voz humana mais como barulho sem sentido, e menos como linguagem.
E, contraintuitivamente, isso os ajuda a aprender a nova língua.
Qual é língua mais antiga ainda falada no mundo? O estudo testou a precisão auditiva de 67 estudantes japoneses aprendendo inglês.
No experimento, os pesquisadores mediram a capacidade de cada participante de detectar mudanças sutis na frequência, na duração e no timbre de certos sinais sonoros.
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