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Política

Ventura diz que portugueses querem mudar e garante: Chega está preparado

Notícias ao Minuto - Política ·
Ventura diz que portugueses querem mudar e garante: Chega está preparado

A ndré Ventura deixou estes avisos no discurso na rentrée política do Chega, que decorreu esta noite em Santarém, acusando o Governo de ter "encomendado e manietado" o estudo do grupo de trabalho sobre a Segurança Social que foi apresentado na terça-feira para "neutralizar a proposta" do Chega para baixar a idade da reforma.

"Isto é divulgado, neste momento, com um objetivo político: é de impedir a descida da idade da reforma e abrir o caminho para cortar pensões em Portugal. E isto, meus caros, não é aceitável", sustentou.

Segundo o presidente do Chega, "quando se começa a pôr estes estudos cá fora" que dizem "a Segurança Social está em grande défice", daqui a uns meses vão começar a dizer que é preciso "cortar as pensões, que o Estado tem que voltar a ser sustentável".

Ventura deixou ainda a garantia de que o partido vai insistir na proposta da descida da idade da reforma na discussão do Orçamento do Estado para 2027 que começa em outubro.

"Mas vamos cortar em pensões 400 e 500 euros? Tivemos um aumento dos custos de habitação de 17% o ano passado, temos um aumento de preços ao consumidor com a inflação dos bens essenciais que atingiu um nível histórico, o preço dos medicamentos está como está e vamos cortar pensões? É isso que o Governo quer? É essa a grande reforma que tinha para trazer?", criticou.

Na 'rentrée' política, o presidente do Chega apontou uma "degradação da situação" e considerou "penoso ouvir quer o líder do PS quer o primeiro-ministro" nos seus discursos recentes de regresso à atividade política, que ambos fizeram no Algarve.

"Quem ouvir o primeiro-ministro parece que vive num país cor-de-rosa, num país extraordinariamente rico onde toda a gente vive bem", ironizou.

Ventura lembrou palavras de Luís Montenegro quando disse que "o mundo inteiro, e a Europa em particular, os grandes países da Europa, estão de olho em Portugal" pela "consolidação e pelo desempenho da nossa economia".

"Quem ouvisse isto de fora pensaria 'é para ali que eu quero ir'. (...) Claro que quando chegasse e ouvisse que o primeiro-ministro se chama Luís Montenegro, que é um aficionado de vários desportos de sorte e azar, que temos uma economia a cair há meses para trás das economias que há uns anos estavam na esfera da União Soviética, carregado em impostos onde os empresários não sabem mais o que fazer e tomado de assalto pela corrupção, percebiam o país real em que estamos", criticou.

O presidente do Chega deixou um conselho ao chefe do executivo: "menos viagens aos Mundiais e mais trabalho pelos portugueses".

Ventura criticou ainda que o Governo não tenha mexido no IVA dos combustíveis.

"É um Estado que não quer parar de aumentar nem de engrossar as suas fileiras. Vou-vos dar este número: 27.700. Sabem o que é? Com o Governo de Montenegro atingimos um número recorde em nomeações políticas para os gabinetes do Estado, superando largamente os números de António Costa", disse.

De acordo com o presidente do Chega, não se pode descer a idade da reforma, os impostos ou o valor dos combustíveis, mas pode ter-se "um Estado a aumentar de tamanho a cada dia que passa com nomeações e cargos políticos", o que considerou ser inaceitável.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Política.

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