Reclamações nos transportes coletivos aumentam 31% em 2026
As reclamações relacionadas com os transportes coletivos de passageiros aumentaram 31% em 2026, até 21 de agosto, face ao mesmo período do ano passado.
Os dados do Portal da Queixa mostram que foram registadas 1.181 queixas, contra 902 em 2025.
Os atrasos e a falta de pontualidade continuam a ser o principal motivo de insatisfação dos passageiros, representando 66% das reclamações.
Ainda assim, este problema perdeu algum peso face ao ano passado, quando correspondia a 68% das queixas.
Em sentido contrário, aumentaram as reclamações relacionadas com segurança, higiene e condições de viagem.
O tema passou de 15% do total de queixas em 2025 para 22% este ano, tornando-se o segundo motivo mais reportado pelos passageiros.
STCP e UNIR com maiores aumentos Os operadores da Área Metropolitana do Porto registam as maiores subidas.
As reclamações contra a STCP mais do que duplicaram, com um aumento de 103%, enquanto a UNIR registou uma subida de 63%.
Na Área Metropolitana de Lisboa, a Carris Metropolitana teve um aumento de 14% nas reclamações.
Já a CARRIS registou uma ligeira descida, de 2,31%.
Apesar das diferenças na evolução, a Carris Metropolitana continua a ser o operador com maior peso no total de reclamações, concentrando 26,58% das queixas.
Seguem-se a UNIR, com 24,94%, e a CARRIS, com 21,82%.
A STCP representa 10,39%.
Entre os casos reportados pelos passageiros estão problemas de higiene, incluindo a presença de baratas numa viatura da STCP, falta de ar condicionado e situações relacionadas com a segurança em autocarros da UNIR.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.