Marco Silva vê Prestianni crescer: «Tem 20 anos e passou por coisas difíceis»
Marco Silva, treinador do Benfica, em declarações na Flash Interview da Sport TV +, após o triunfo por 3-1 frente ao Aarhus na segunda mão do playoff de acesso à fase de liga da Liga Europa.
«Nós sabíamos que éramos favoritos a estar na fase de Liga da Europa, mas uma coisa é ser favorito, outra coisa é prová-lo dentro do campo. Acredito que nós provámos isso mesmo e fomos crescendo. Acho que isso é o mais importante, olhar para aquilo que foi o nosso primeiro jogo na Suíça e olhar para aquilo que nós temos ido a fazer ultimamente, ver esse crescimento, criar bases para uma identidade, que é aquilo que é o mais importante para nós. As bases estão lá. Depois, a partir daqui, é ir ajustando, é ir melhorando, porque há muito a melhorar. Mas estou satisfeito, porque sabíamos que tínhamos uma vantagem boa e fomos muito sérios na forma como abordámos o jogo, na forma como entrámos, a querer dominar. Tivemos bons momentos, alguns bons golos também, e qualificar-nos era o nosso objetivo. Num princípio de época com alterações, com jogadores a vir mais tarde do Campeonato do Mundo e a começar muito cedo, foram seis jogos e praticamente a jogar de três em três dias. Desgasta, numa altura em que estamos a querer que os jogadores assimilem processos e não podemos treinar tanto. Acaba por ser importante para nós ver que há um crescimento e um entendimento bom daquilo que são as ideias. A partir daqui é continuar a trabalhar, porque é só uma qualificação, importante para nós, mas está tudo muito no começo. E na segunda-feira temos de provar outra vez a nossa qualidade.»
«É óbvio que se vai falar outra vez que a equipa sofreu golos, mas eu, como treinador, tenho de olhar para a fotografia inteira e, como falou, praticamente não concedemos nada, e isso é muito importante para nós. Estamos naquela fase em que chutam de fora da área e a bola vai tocar um ou dois jogadores e acaba por enganar o guarda-redes. Esperemos que essa fase acabe rapidamente, porque é importante para nós também manter a baliza a zero. Para mim tem um sabor especial, é muito importante, independentemente dos golos que possamos ou não marcar. Hoje praticamente não concedemos nada ao adversário. Fomos fortes, sabíamos que era uma equipa física, forte nas bolas paradas e nos duelos, e conseguimos equilibrar esse momento. Acabou por ser um lance fortuito. O que é certo é que perdemos a bola onde não podíamos e não deveríamos, mas há que realçar depois a reação da equipa, com um grandíssimo golo do Prestianni logo de seguida, que praticamente matou o jogo.»
«Não gosto de individualizar. Ele é especial para nós, como têm de ser todos os outros. Mas, como falou, acho que é importante realçar isso mesmo: tem 20 anos e passou por algumas coisas que são difíceis para alguém dessa idade. Lembro-me perfeitamente da pré-temporada e do pós-jogo com o Flamengo, no Algarve. Foi a primeira vez que enalteci o comportamento dele, tudo aquilo que fez quando entrou em campo, aquilo que lhe fizeram e a forma como reagiu. Acho que esse foi um primeiro passo para aquilo que estamos a ver. É um jovem de 20 anos a crescer.
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