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A procura de significado na vida: quando a angústia existencial bate à porta

SAPO24 ·

Repensar o sentido da existência humana, a inevitabilidade da morte e o peso da liberdade: um olhar sobre a angústia existencial como parte incontornável da condição humana.

Existem momentos em que a vida passa em modo cruzeiro.

Entre o trabalho, as tarefas domésticas e as pequenas obrigações diárias, pode ser fácil darmos por nós presos a uma rotina automática.

E, depois, existem outros momentos – por vezes desencadeados por transições de idade, mudanças, lutos ou a perceção da própria finitude – em que um vazio se instala sem pedir licença e somos confrontados com a nossa própria existência e o sentido da mesma.

Nestes momentos, surgem, frequentemente, incertezas que nos levam à necessidade de dar um significado à nossa existência e nos fazem pensar em questões como “Qual é o meu propósito?” e “Qual o sentido da minha vida?”.

É muitas vezes esta angústia existencial – um sentimento profundo de vazio ou inquietação que surge quando nos confrontamos com o sentido da vida, a finitude e a nossa total liberdade de escolha – que traz as pessoas à psicoterapia.

Tenho um professor que diz algo deste género: “Quanto mais satisfeitos estivermos com o nosso quotidiano, menos somos atormentados pela iminência da nossa morte”.

Esta ideia remete-me a duas questões fundamentais que surgem em terapia.

A primeira, relacionada com a morte, que é uma realidade incontornável da condição humana: a certeza do fim, que nos aterroriza, mas que, paradoxalmente, dá urgência e valor a cada momento.

Se por um lado é algo que pode trazer angústia e medo, por outro lado também abre espaço para a mudança.

A segunda prende-se à ideia de que existe um objetivo megalómano para a nossa vida (como encontrar a vocação perfeita ou mudar o mundo), o que pode ser paralisante.

São muitas as vezes em que as pessoas trazem a ideia de que o sentido da vida é algo que temos de descobrir como se de uma fórmula secreta se tratasse.

No entanto, o propósito não tem de ser grandioso; pode caber perfeitamente na delicadeza de um gesto diário e na forma como nos relacionamos com o que nos rodeia.

O sentido da vida é algo que nós criamos ativamente e que se constrói nas pequenas escolhas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.

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