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Foi criada inteligência artificial que prevê incêndios florestais mais perigosos até 16 dias antes

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Foi criada inteligência artificial que prevê incêndios florestais mais perigosos até 16 dias antes

Investigadores da Universidade de León (ULe) desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial (IA) capaz de prever o risco de incêndios em copas com até 16 dias de antecedência. Os incêndios de copas são considerados o tipo de incêndio florestal mais perigoso devido à sua rápida propagação, intensidade e dificuldade de controlo após atingirem as copas das árvores.

A nova plataforma, denominada CROWNFIRE-AI, combina inteligência artificial, imagens de satélite, dados meteorológicos, informação florestal e computação em nuvem para criar mapas regionais de risco que podem ser utilizados pelos gestores florestais, administrações públicas e serviços de prevenção de incêndios. O estudo, analisado pela EFE, foi liderado por José Manuel Fernández Guisuraga, investigador afiliado no Instituto para o Ambiente e Alterações Globais (IMACG) da Universidade de León (ULe), juntamente com especialistas da mesma instituição académica, da Universidade de Valladolid e da empresa tecnológica Vexiza SL, sediada em León. O estudo acaba de ser publicado na revista científica Ecological Informatics.

Os incêndios de copa são aqueles em que o fogo atinge e se propaga pelas partes superiores das árvores. Este comportamento ocorre tipicamente durante os chamados incêndios florestais extremos e pode fazer com que o fogo se propague duas a quatro vezes mais depressa do que os incêndios de superfície, além de dificultar bastante o combate às chamas.

Segundo os autores, a frequência deste tipo de incêndios está a aumentar em várias regiões do mundo devido a fatores como as alterações climáticas, as ondas de calor, as secas prolongadas, o despovoamento rural e a acumulação de material combustível nas florestas.

Para desenvolver a ferramenta, os investigadores analisaram dados de 33 grandes incêndios florestais ocorridos em Espanha entre 2017 e 2024 e construíram uma base de dados com 18.874 pontos de referência para treinar o algoritmo de inteligência artificial.

O sistema integra imagens dos satélites Sentinel-1 e Sentinel-2 da Agência Espacial Europeia (ESA), dados MODIS da NASA, informação topográfica, inventários florestais e previsões meteorológicas do Sistema Global de Previsão (GFS). Com base em todos estes dados, gera previsões sobre a probabilidade de um incêndio florestal desenvolver um comportamento de copa numa área específica.

Os investigadores realçam que um dos principais avanços reside na transferência de técnicas complexas de deteção remota e aprendizagem automática para uma plataforma amigável para o utilizador, que não exige conhecimentos avançados de programação ou análise geoespacial.

A plataforma está alojada em servidores da Universidade de León e pode ser utilizada gratuitamente após registo prévio. Embora o sistema tenha sido treinado e validado com dados de incêndios em Espanha, os investigadores indicam que a metodologia poderá ser adaptada no futuro a outras regiões propensas a grandes incêndios florestais, após os respetivos processos de calibração e validação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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