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Gerir emoções é fundamental para a saúde mental dos polícias

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Gerir emoções é fundamental para a saúde mental dos polícias

Como lidam os agentes da Polícia de Segurança Pública com o stress de uma profissão marcada pelo risco constante e pela elevada exigência? A resposta não está nos anos de serviço ou na patente que exibem na farda, mas sim na sua capacidade de gerir e regular as próprias emoções.

Esta é a principal conclusão do estudo Policing, stress and coping: a characterization study with Oporto Portuguese Security Police Officers, desenvolvido no Human Neurobehavioral Laboratory (HNL), do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP), realizado junto de 123 agentes operacionais da PSP da Área Metropolitana do Porto.

O estudo procurou compreender de que forma certos fatores sociodemográficos, ocupacionais e emocionais contribuem para os níveis de stress percebido e para a procura de apoio psicológico.

Um dos dados mais preocupantes revela que, entre os polícias que registam níveis de stress acima do limiar clínico, apenas 16,7% admitiram ter procurado ajuda psicológica especializada.

Esta reduzida procura reflete, segundo os investigadores, o peso do estigma ainda associado à saúde mental nas forças de segurança, onde “continua a prevalecer a imagem do agente imperturbável, o que leva muitos profissionais a encarar a manifestação de vulnerabilidade como um sinal de fraqueza individual”.

A investigação analisou m detalhe a supressão emocional, que consiste na tendência para conter ou não expressar as emoções.

“Embora esta estratégia seja uma ferramenta essencial durante emergências ou perigo iminente no terreno, o seu uso continuado e sistemático, sem um momento posterior de processamento emocional, pode contribuir para a acumulação de stress e aumentar significativamente o risco de burnout , ansiedade e depressão”.

O estudo tem como primeira autora Ana Moreno, doutorada em Psicologia Aplicada, que contou com a orientação de Patrícia Oliveira-Silva, diretora do HNL e docente da FEP-UCP, e a coorientação de Rowena Hill, da Nottingham Trent University, no Reino Unido, e de Susanna Rubiol Vilalta da Universitat Ramon Llull na Espanha.

A equipa integrou, ainda, Ted Scharf, antigo investigador do National Institute for Occupational Safety and Health, nos Estados Unidos.

Ana Moreno explica que dois agentes com o mesmo posto e os mesmos anos de serviço podem passar exatamente pelas mesmas situações de risco no âmbito do seu trabalho, mas aquele que consegue identificar e diferenciar as suas emoções lida potencialmente melhor com o impacto da rotina do que aquele que enfrenta essas situações reprimindo aquilo que sente no dia a dia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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