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Sines pede apoio do Governo para saneamento e resolução de passivo ambiental

Notícias ao Minuto - País ·
Sines pede apoio do Governo para saneamento e resolução de passivo ambiental

A Câmara de Sines solicitou ao Governo apoio para investimentos nos sistemas de água e saneamento e apelou à resolução do passivo ambiental da Sanchinha, no limite do concelho vizinho de Santiago do Cacém.

As preocupações foram transmitidas pelo presidente da Câmara de Sines, no distrito de Setúbal, Álvaro Beijinha, à ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, numa reunião solicitada pelo município.

Em declarações à agência Lusa, o autarca lembrou que o crescimento dos investimentos em Sines está "a aumentar a pressão" sobre as infraestruturas existentes, pelo que é necessário "alocar recursos públicos" para intervenções nos sistemas de abastecimento e saneamento.

"Precisamos de investimento público para resolver um conjunto de problemas, seja nos sistemas em alta, seja nos sistemas em baixa", reivindicou Álvaro Beijinha.

No seu entender, "o país tem de ser solidário para com Sines", que enfrenta "problemas vários".

E o concelho, acrescentou, precisa "de ter fontes de financiamento, mesmo que seja a câmara a fazer as obras, para fazer esses investimentos".

Entre as soluções apontadas pelo autarca, está a eventual construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) para a cidade de Sines, solução que já tinha sido equacionada pelo anterior executivo, mas que não avançou por "falta de financiamento".

Segundo Álvaro Beijinha, uma nova ETAR permitiria reduzir as atuais 17 estações elevatórias da cidade, que "consomem muitos recursos financeiros".

No entanto, estimou, uma nova ETAR adaptada "à dimensão e à possibilidade de crescimento" da cidade poderá representar um investimento próximo "dos 10 milhões de euros", além de implicar a reformulação de todo o sistema.

Outro dos temas centrais da reunião foi o passivo ambiental do Aterro da Sanchinha, localizado na freguesia de Santo André, no vizinho concelho de Santiago do Cacém, mas "no limite da fronteira com Sines e perto de captações de água".

Segundo Álvaro Beijinha, a área terá sido utilizada, nos anos 80 do século passado, para deposição de resíduos industriais, tendo sido celebrado um protocolo entre várias entidades públicas, em 2019, "para caracterizar o problema [e] encontrar soluções".

"Nada foi feito ao longo destes sete anos, desde que foi assinado esse protocolo.

E, por isso, fomos consciencializar a ministra para este problema e para a necessidade da sua resolução", argumentou.

Até ao momento, "não se sabe qual é a dimensão do passivo", afirmou Álvaro Beijinha, acrescentando que tem sido feita "monitorização permanente [à] qualidade dos solos" e que, segundo a informação disponível, não haverá "para já" indícios de contaminação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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