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Queremos melhores pais? Exijam melhores plataformas

Diário de Notícias ·

Durante séculos, uma criança cresceu em escala humana.

A família, os vizinhos, a turma.

Era aí que se comparava, que pertencia e que aprendia a errar sem que o mundo inteiro assistisse.

As redes sociais não alargaram essa aldeia.

Transformaram-na numa metrópole: uma plateia de milhões, permanente, que mede cada gesto em gostos e seguidores.

Esta mudança não aconteceu por acaso.

Resulta de produtos desenhados para maximizar o tempo de utilização, porque é desse tempo que dependem a receita e o lucro.

O scroll infinito, a reprodução automática, as notificações e os algoritmos de recomendação não são acessórios.

São o modelo de negócio.

E funcionam especialmente bem em quem está a construir a identidade e mais depende da aprovação dos outros.

Perante isto, a resposta habitual é apontar aos pais.

Que controlem, que limitem, que vigiem.

É uma resposta confortável para quem vende o produto e injusta para quem o recebe em casa.

Os pais não desenham algoritmos, não definem mecanismos de retenção da atenção nem escolhem o que aparece no ecrã dos filhos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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