sábado, 17 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› CGTP espera "grande manifestação" contra aumento do custo de vida› México detém suspeito de construir túneis para tráfico de droga com EUA› Manifestações pela habitação e contra custo de vida em várias cidades› Cuba recebe ajuda de 750 toneladas de óleo da Rússia› Sismo? Portugueses na Venezuela enfrentam desafio de reconstruir vidas› Cuba denuncia aumento de mortes por cancro e culpa embargo dos EUA› Comunidade luso-tailandesa mantém viva a sua herança em Banguecoque› Centro de reabilitação em Ourém recebeu 50 militares ucranianos feridos› Irão? 135 incidentes marítimos e 76 vítimas desde início de guerra› 06h No Dia Mundial da Erradicação da Pobreza há protestos contra o aumento do custo de vida› CGTP espera "grande manifestação" contra aumento do custo de vida› México detém suspeito de construir túneis para tráfico de droga com EUA› Manifestações pela habitação e contra custo de vida em várias cidades› Cuba recebe ajuda de 750 toneladas de óleo da Rússia› Sismo? Portugueses na Venezuela enfrentam desafio de reconstruir vidas› Cuba denuncia aumento de mortes por cancro e culpa embargo dos EUA› Comunidade luso-tailandesa mantém viva a sua herança em Banguecoque› Centro de reabilitação em Ourém recebeu 50 militares ucranianos feridos› Irão? 135 incidentes marítimos e 76 vítimas desde início de guerra› 06h No Dia Mundial da Erradicação da Pobreza há protestos contra o aumento do custo de vida
Últimas

A cidade também tem género

Diário de Notícias ·

Há pouco tempo, um artigo da Monocle sobre o Reina, em Toronto (“ What can you expect from an all-women-designed building? Architecture that prioritises community ” escrito por Andrew Tuck), chamou-me a atenção por uma razão que vai muito além da arquitetura do projeto: a liderança maioritariamente feminina esteve associada a uma forma particularmente atenta de pensar a vida que acontece dentro e à volta do edifício.

Quem desenha a cidade não desenha apenas edifícios.

Define, em grande medida, a forma como vivemos.

É uma ideia que me tem acompanhado cada vez mais no meu trabalho entre a arquitetura e a promoção imobiliária.

Não acredito numa “arquitetura feminina” enquanto linguagem ou estética – tenho a mesma formação que os meus colegas homens e “bebo” das mesmas fontes de inspiração e pesquisa –, mas a diversidade de perspectivas aporta valor e enquanto mulheres trazemos certamente novas formas de olhar para os edifícios e discussões diferentes para cima da mesa.

Ciente de que um edifício gera valor através da área que vende (estamos constantemente a melhorar nos nossos projetos o ratio entre área vendável e espaços comuns em prol desse mote), penso que também gera valor a qualidade da experiência que proporciona, a relação que estabelece com a rua, a capacidade de servir diferentes formas de viver.

Temos tido clientes que acreditam nisso e oportunidade de pensar projetos ”fora da caixa”, mas este artigo sobre o Reina é muito curioso como um projeto moderno de promoção imobiliária para gerar lucro é também verdadeiramente inclusivo – lembrou-me muito tudo o que sabemos sobre como foram desenvolvidos os projetos do SAAL em Portugal nos anos 70, precisamente com muita discussão com a comunidade sobre como deveria ser desenvolvido o projeto e como isso influenciou o desenho de Siza, na Malagueira.

Talvez seja por isso que a conversa sobre mulheres na arquitetura e no imobiliário não deva terminar na representatividade.

O que me interessa é outra coisa: o que acontece quando mais mulheres participam nas posições onde as decisões são tomadas? Porque quem lidera um projeto também define as perguntas que são feitas.E as perguntas acabam por definir o espaço.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›