Drones ucranianos paralisaram aeroportos na Rússia durante a noite
Ataques com drones ucranianos paralisaram durante a última noite o funcionamento de vários aeroportos do leste da Rússia, indicou Rosaviatsia, a agência federal de transporte aéreo russa.
O organismo admitiu que os quatro aeroportos de Moscovo — Vnukovo, Domodedovo, Zhukovsky e Sheremetyevo —suspenderam provisoriamente todas as operações.
A agência de notícias russa TASS informou que algumas aeronaves provenientes da Turquia tiveram de regressar aos pontos de descolagem.
As autoridades russas informaram também sobre o encerramento dos aeroportos de Pulkovo, em São Petersburgo, de Nizhny Novgorod, Kazan, Saratov, Ufa, Pskov, Samara e Perm, nos Urais.
No dia 01 de setembro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertara que o espaço aéreo russo iria tornar-se inseguro.
"É importante que as companhias aéreas que voam, principalmente, para Moscovo, São Petersburgo e outros destinos russos, o saibam.
Um céu infestado de drones não é lugar para a aviação civil", apontou o chefe de Estado craniano.
Nesta quinta-feira, Zelensky ordenou o retomar dos ataques contra refinarias russas, depois da "trégua energética — anunciada no domingo pelo Presidente norte-americano, Donald Trump — ter sido ignorada pela Rússia.
Trump criticou duramente o líder ucraniano, a quem instou a convocar eleições, e afirmou que é mais simples negociar com Putin, embora Moscovo tenha voltado a rejeitar a última proposta de paz apresentada pelos emissários de Washington, a qual previa um cessar-fogo na atual linha de frente.
Entretanto, o Ministério da Defesa da Rússia comunicou que os sistemas antiaéreos abateram, durante a noite, 644 drones ucranianos sobre mais de 20 regiões do leste da Rússia.
O relatório militar detalhou que os aparelhos aéreos não tripulados atacaram quase metade das regiões russas a oeste dos Urais, passando pelas regiões fronteiriças de Kursk e Briansk e pelas regiões de Rostov e Krasnodar, no sul.
Os drones ucranianos, que retomaram na quinta-feira as missões contra refinarias russas após uma pausa de vários dias, tentaram também atingir alvos na Crimeia, anexada pela Rússia, e no Mar Negro.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.
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