Moção de censura ao Governo vai ser discutida e votada a 8 de setembro
A Assembleia da República decidiu agendar o debate da moção de censura ao Governo, apresentada pelo Chega na sequência do caso que envolve o ministro Luís Neves, para as 15h do dia 8 de setembro.
Um dia antes, a Comissão Permanente vai reunir-se para convocar o plenário para o dia seguinte , uma vez que o Parlamento ainda se encontra fora do período efetivo de funcionamento.
“Todos os partidos, de forma consensual, aceitaram as datas propostas”, referiu o porta-voz da conferência de líderes, frisando que os partidos concordaram que o assunto devia ser resolvido “o mais rápido possível”, encurtando os prazos previstos no regimento parlamentar.
Chega avança com moção de censura ao Governo Ler Mais A decisão surge poucas horas depois de o Chega entregar a moção de censura ao Executivo de Luís Montenegro pelo facto de o primeiro-ministro não ter ainda demitido o ministro da Administração Interna, como anunciou André Ventura.
Se a iniciativa, que precisa dos votos do PS para passar, for chumbada, o líder do Chega já garantiu que a Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso será mesmo para avançar .
“Se o primeiro-ministro não compreende que este é um problema de decência e de dignidade do Estado, então o principal partido da oposição deve demonstrar, humildemente, que é mesmo uma questão de dignidade das instituições”, justificou André Ventura , em conferência de imprensa na sede do partido.
Luís Neves resiste: “Podem gritar, vou continuar a governar” Ler Mais Cada grupo parlamentar só pode apresentar uma moção de censura por sessão legislativa.
Isto significa que o Chega já esgotou a possibilidade de entregar iniciativa idêntica pelo menos durante o próximo ano parlamentar.
Na última intervenção sobre o caso, a partir da Madeira, o ministro da Administração Interna e antigo diretor nacional da Polícia Judiciária recusou as acusações de que tem sido alvo , classificando-as de mentiras, e garantiu que vai cumprir o mandato até ao fim.
“Podem continuar a gritar, vou continuar a governar”, garantiu Luís Neves.
O líder da bancada parlamentar do PSD já veio considerar “ridícula” a moção de censura , contrapondo que é Ventura quem coloca “em causa as instituições”.
Em entrevista à SIC Notícias , Hugo Soares afirmou que a decisão do Chega “é um embate com o Governo”.
“O objetivo de uma moção de censura é derrubar um governo e provocar eleições.
Portanto, esta não é uma moção de censura contra Luís Neves, não é uma moção de censura contra este ou aquele aspeto ou contra aquela circunstância.
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