sábado, 29 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Protesto contra privatização de praias da Arrábida reúne "centenas" Escala prédio para entrar em casa da ex e cai. Está em estado grave 22h Zaidu do FC Porto sofreu uma lesão muscular na coxa direita BE recusa participar em "campeonato" da direita em torno de moção de censura do Chega "A classe média está sob ataque. E é ignorada por quem nos governa" Lei do retorno. BE pede avaliação para além da constitucionalidade "Centenas" contra privatização de praias da Arrábida Bruxelas garante estar a trabalhar no pedido espanhol de apoio de agências europeias AIEA diz que central nuclear de Zaporíjia pode sofrer apagão em 10 dias Golo tardio evita derrota de Lyon de Paulo Fonseca frente ao Le Havre Protesto contra privatização de praias da Arrábida reúne "centenas" Escala prédio para entrar em casa da ex e cai. Está em estado grave 22h Zaidu do FC Porto sofreu uma lesão muscular na coxa direita BE recusa participar em "campeonato" da direita em torno de moção de censura do Chega "A classe média está sob ataque. E é ignorada por quem nos governa" Lei do retorno. BE pede avaliação para além da constitucionalidade "Centenas" contra privatização de praias da Arrábida Bruxelas garante estar a trabalhar no pedido espanhol de apoio de agências europeias AIEA diz que central nuclear de Zaporíjia pode sofrer apagão em 10 dias Golo tardio evita derrota de Lyon de Paulo Fonseca frente ao Le Havre
Últimas

O arroz italiano é um aviso para Portugal

Diário de Notícias ·

Há uma ideia confortável, mas cada vez menos verdadeira, de que a abundância alimentar é uma condição normal das economias desenvolvidas.

Encontramos arroz, tomate, azeite ou fruta durante todo o ano, nas mesmas prateleiras, com uma aparente estabilidade de preço e disponibilidade.

Essa previsibilidade levou-nos a tratar a agricultura como um dado adquirido – e não como aquilo que é: uma infraestrutura económica crítica, altamente dependente de água, temperatura, solo, energia, financiamento e logística.

O que se passa nos arrozais do vale do Pó, em Itália, devia ser lido em Portugal como um sinal económico, não apenas como uma notícia agrícola.

Itália é o maior produtor europeu de arroz e, em 2025, tinha cerca de 235 mil hectares plantados.

Mas as ondas de calor, a escassez de chuva e a menor disponibilidade de água para rega têm deixado campos sem maturação e colocado produtores sob enorme pressão.

Os números ajudam a perceber por que razão este não é um tema marginal.

Na região de Pavia, o setor do arroz poderá perder mais de 100 milhões de euros, combinando seca, custos de produção crescentes e a queda do preço do arroz em casca, pressionado pela concorrência externa.

Mais de 80% da produção italiana de arroz concentra-se no norte, dependente da bacia do rio Pó.

Quando a disponibilidade de água se torna incerta, o impacto não é apenas agrícola: repercute-se na indústria alimentar, no retalho, no emprego local, no custo dos seguros e na inflação dos bens alimentares.

O contraste é revelador.

A abundância é o resultado de décadas de investimento, especialização, conhecimento agrícola, infraestruturas de rega e cadeias logísticas.

A escassez, porém, pode deixar de ser uma escolha cultural ou de consumo e tornar-se uma adaptação económica: menos água por hectare, menos margem para o produtor, menos oferta disponível, mais prudência na gestão de stocks e maior dependência de importações.

O risco não está apenas em produzir menos arroz.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›