Economia, migração e segurança dominam campanha nas regionais alemãs
A Alternativa para a Alemanha (AfD), a União Democrata-cristã (CDU), a Esquerda (Die Linke), o Partido Social-democrata (SPD), os Verdes, o BSW (Aliança Sahra Wagenknecht) e os liberais do FDP são as principais forças políticas na corrida neste estado do leste da Alemanha (localizado na antiga República Democrática Alemã-RDA), com aproximadamente 2,1 milhões de habitantes.
Trata-se da primeira eleição regional que irá decorrer em setembro, seguindo-se a cidade-estado de Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental (nordeste), ambas marcadas para 20 de setembro.
Na AfD em Saxónia-Anhalt, liderada por Ulrich Siegmund, a imigração e a segurança ocupam o centro do programa eleitoral.
O partido de extrema-direita defende uma política de asilo mais restritiva, maior controlo das fronteiras e deportações mais rápidas de pessoas sem direito de permanência. Na economia, propõe reduzir a burocracia e apoiar a indústria e as empresas regionais.
Com Sven Schulze como cabeça de lista, a CDU (centro-direita), a força política do atual chanceler alemão Friedrich Merz, centra as suas propostas no crescimento económico, segurança e formação profissional. Defende o reforço da polícia e da justiça, medidas para atrair empresas e trabalhadores e uma maior aposta na formação profissional para responder à falta de mão-de-obra.
Já o SPD, liderado por Armin Willingmann, privilegia questões sociais e laborais, com propostas para melhorar salários, reforçar os serviços públicos e investir na educação. O partido coloca também a saúde, os cuidados a idosos e a proteção social entre as prioridades para o estado.
A candidata principal do Die Linke, Eva von Angern, apresenta como prioridades o combate à pobreza, habitação acessível e serviços públicos. A formação da esquerda alemã defende maior investimento em escolas, transportes públicos e cuidados de saúde, sobretudo nas regiões rurais, e medidas para limitar o peso dos custos de habitação sobre as famílias.
Do lado de os Verdes, Susan Sziborra-Seidlitz lidera uma campanha centrada na transição energética, proteção climática e mobilidade. O partido defende maior utilização de energias renováveis, expansão dos transportes públicos e investimento na modernização das empresas, além de medidas na educação e adaptação às alterações climáticas.
O BSW, que apresenta Claudia Wittig como cabeça de lista, combina propostas de proteção social e industrial com uma posição crítica sobre imigração. Defende energia mais barata, apoio à indústria e medidas para aumentar o poder de compra, ao mesmo tempo que propõe restrições à imigração e uma política de asilo mais limitada.
No FDP, a cabeça de lista é Lydia Hüskens, que concentra a campanha na economia e no empreendedorismo.
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