quinta-feira, 15 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Portugal

CCDR-LVT confirma ilegalidades no aterro da Amarsul, diz Zero

Notícias ao Minuto - País ·
CCDR-LVT confirma ilegalidades no aterro da Amarsul, diz Zero

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) confirmou ilegalidades no aterro da Amarsul na Moita e em Palmela, anunciou hoje a associação ambientalista Zero, mas a empresa garante desconhecer quaisquer conclusões.

Em comunicado, a Zero revela que a CCDR-LVT confirmou "incumprimentos das condições da licença do aterro e das normas do Regime Jurídico de Deposição de Resíduos em Aterro (RJDRA), tendo sido adotados os procedimentos legalmente previstos".

Questionada pela agência Lusa, a Amarsul – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, que atua nos nove municípios da Península de Setúbal, afirmou que tem prestado todos os esclarecimentos e enviado os elementos solicitados pelas entidades competentes sobre a exploração do aterro, assegurando que não lhe foram comunicadas quaisquer conclusões sobre esta matéria.

A associação ambientalista considera que a posição da CCDR-LVT, transmitida através de um ofício, na sequência de várias denúncias que apresentou, confirma os alertas que tem feito sobre a deposição ilegal de resíduos orgânicos não estabilizados no aterro de resíduos urbanos da Amarsul, na zona de fronteira dos concelhos da Moita e de Palmela, no distrito de Setúbal, a exemplo do que diz verificar-se em várias instalações do país.

A legislação em vigor desde 2020, lembra, proíbe a descarga de resíduos orgânicos não estabilizados em aterro, prática que diz contribuir para a emissão de gases com efeito de estufa, maus odores e risco de contaminação dos solos e das águas.

Para resolver o problema, a associação defende o aumento da capacidade da unidade de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) existente – "deverá ser redimensionada de forma a tratar todos os resíduos orgânicos (biorresíduos) que não forem recolhidos seletivamente".

O reforço da recolha seletiva de biorresíduos, nomeadamente porta-a-porta, e a introdução de tarifários em função da quantidade de resíduos produzidos são outras medidas defendidas.

A Zero critica o desempenho da Amarsul, referindo que, segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente, a empresa encaminhou para aterro, em 2024, cerca de 75% dos resíduos urbanos que geriu, incluindo 112 mil toneladas sem qualquer tratamento prévio.

Na resposta à Lusa, a Amarsul reconhece a existência de um problema estrutural no setor dos resíduos em Portugal e salienta que "cerca de 55% dos resíduos urbanos continuam a ter como destino final o aterro, segundo o Relatório Anual de Resíduos Urbanos (RARU) 2025, evidenciando a necessidade de acelerar a adoção de soluções de tratamento e valorização mais sustentáveis".

Ler a notícia completa no Notícias ao Minuto - País ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

Mais de Notícias ao Minuto - País

Ver tudo ›

Mais em Portugal

Ver tudo ›