Reabilitação do Palácio de São João Novo no Porto orçada em 940 mil euros
A reabilitação do Palácio de São João Novo, edifício que acolherá o núcleo central do Museu do Porto, está orçada em 940 mil euros e tem deverá demorar mais de um ano, refere anúncio publicado, esta segunda-feira, 19 de outubro, em Diário da República (DR).
Localizado no Largo de São João Novo, em Miragaia, na União de Freguesias do centro Histórico, o Palácio de São João Novo encontra-se em avançado estado de degradação há vários anos.
De acordo com o anúncio para um concurso limitado por prévia qualificação, esta segunda-feira, publicado pela empresa municipal de Gestão e Obras do Porto (Go Porto), o preço base da obra é 940.000,00 euros e o prazo de execução do projeto de reabilitação é de 420 dias.
Em novembro do ano passado, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL), visitou o edifício onde a autarquia planeia instalar o núcleo central do Museu do Porto, não se tendo comprometido com datas para uma intervenção, mas deixando a certeza de que a autarquia quer “tentar dar futuro” ao espaço.
“Nesse sentido, nós estamos a tomar algumas iniciativas já, designadamente com a nossa empresa municipal Go Porto, de fazermos nesta fase um estudo de diagnóstico (…) que é fundamental para depois podermos, numa segunda fase, ter um projeto que possa ser sustentável e que, de facto, transforme este espaço num local museológico”, disse aos jornalistas em 14 de novembro, poucos dias depois de tomar posse.
Em causa está um projeto que foi já apresentado pelo anterior executivo de Rui Moreira.
Na visita de novembro, também o vereador com o pelouro da Cultura, Jorge Sobrado, falou do futuro do espaço, relembrando que o palácio “foi abandonado pelo Estado central nos anos 1980 e 90”, e garantiu que inverterá agora esse “caminho de abandono de um valor patrimonial notável e irresistível na cidade do Porto”.
Não escondendo tratar-se de um projeto “que exigirá paciência, trabalho dedicado e tempo”, o vereador não avançou com o orçamento necessário para a realização do projeto.
“Ainda é cedo, ainda é cedo.
E vamos ser francos: enquanto existe o estudo, o programa do museu, o programa de intervenção, o projeto… já estamos a falar de alguns anos e eu quero dizer que seria completamente extemporâneo estarmos a apontar um valor que daqui a pouco tempo estaríamos a rever, a desmentir, a alterar”, justificou.
Em fevereiro de 2024, o executivo liderado pelo independente Rui Moreira aprovou instalar o núcleo central do Museu do Porto num piso do edifício da Alfândega, por um valor mensal de renda de 15 mil euros, até à recuperação do Palácio de São João Novo estar concluída.
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