Escassez de escritórios impulsiona rendas e atrai investidores na Europa
As empresas que ocupam escritórios na Europa estão a antecipar as suas decisões imobiliárias para assegurar espaço nos melhores edifícios, num contexto onde a procura por escritórios de alta qualidade continua a superar a oferta em muitos mercados-chave.
Esta informação é revelada na mais recente edição do European Office Update da Cushman & Wakefield.
No primeiro semestre de 2026, a atividade de arrendamento ficou 9% abaixo da média dos últimos cinco anos, mas a procura por ativos de maior qualidade permanece forte.
Os escritórios classificados como ‘Grade A’ representaram 51% de toda a área arrendada, com uma taxa de disponibilidade que se mantém em mínimos históricos de 3,3%.
Além disso, o pipeline de novos projetos na Europa caiu para o nível mais baixo desde 2014, acentuando a escassez no mercado.
A escassez de escritórios de alta qualidade está a impulsionar um aumento nas rendas.
Nos 12 meses terminados em junho de 2026, as rendas prime aumentaram em média 4,6%, com 94% dos mercados europeus a registarem crescimento ou estabilidade.
Lisboa destacou-se, registando uma subida de 10,3% nas rendas prime , superando cidades como Amesterdão (+10,0%) e Londres (+7,7% na City e +7,3% no West End).
Apenas Roterdão (+16,7%), Birmingham (+14,3%) e Milão (+10,4%) apresentaram crescimentos superiores.
Javier Bernades, Head of Offices EMEA da Cushman & Wakefield, afirma que "o mercado de escritórios continua a demonstrar uma notável resiliência".
Ainda assim, "com a redução do pipeline de desenvolvimento e a disponibilidade de escritórios 'Grade A' a permanecer extremamente limitada, as organizações terão de antecipar muito mais as suas estratégias imobiliárias".
O relatório também adverte para um agravamento da escassez de escritórios de elevada qualidade nos próximos anos.
O pipeline de promoção na Europa diminuiu 19% em relação ao ano anterior, totalizando 8,4 milhões de m², enquanto a construção especulativa atingiu o nível mais baixo da última década.
Em Lisboa e Birmingham, a disponibilidade de escritórios ‘Grade A’ já está em mínimos históricos, com taxas abaixo de 0,7%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.