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Governo nega haver “taxa ilegal” sobre os combustíveis a financiar IP

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Governo nega haver “taxa ilegal” sobre os combustíveis a financiar IP

O Governo esclareceu hoje que o modelo de financiamento da rede rodoviária nacional atualmente em vigor “encontra-se em plena conformidade com o direito europeu” , rejeitando existir ainda uma “taxa ilegal”.

Este esclarecimento, enviado pelo Ministério das Finanças, surge na sequência de uma notícia publicada hoje pelo Jornal de Notícias (JN) com o título “ Taxa ilegal sobre os combustíveis rende mais de 700 milhões à Infraestruturas de Portugal “.

Segundo recordam as Finanças, o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou, em fevereiro de 2022, que a Contribuição de Serviço Rodoviário (CSR), criada em 2007, não estava conforme com o direito europeu , designadamente com as disposições da Diretiva relativa ao regime geral dos impostos especiais de consumo.

“ Na sequência desta decisão do TJUE, o Governo de então promoveu, ainda em 2022, uma alteração legislativa através da qual a CSR foi abolida, pelo que esta contribuição não existe desde 2022 “, continua o Governo, apontando que o financiamento da rede rodoviária nacional a cargo da IP “passou a ser assegurado através da consignação de uma parte da receita do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP)”.

Além disso, os montantes dessa consignação então fixados permanecem inalterados desde 2022, pelo que “o modelo de financiamento da rede rodoviária nacional atualmente vigente encontra-se em plena conformidade com o direito europeu e a lei nacional”, conclui o executivo.

As Finanças defendem assim que não subsiste qualquer “taxa ilegal” sobre os combustíveis.

O JN noticia que a CSR, considerada ilegal pelo TJUE, foi incor­po­rada no ISP, como forma de con­ti­nuar a cobrar o valor.

Segundo o jornal, a CSR ren­deu à IP cerca de 710 milhões de euros em 2025, por via do ISP, o valor mais alto desde 2015.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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