Fim da escala 6x1: O que muda para os trabalhadores brasileiros?
O Congresso Nacional brasileiro promulgou hoje, a dez dias da segunda volta das eleições, a emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho semanal sem redução de salários, numa cerimónia com a presença do Presidente do Brasil, Lula da Silva, que já celebrou
"Eu acho que todo o mundo que conhece o mundo do trabalho sabe que hoje é um dia histórico para os trabalhadores brasileiros" , afirmou o presidente brasileiro após a a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ter sido promulgada. "O dia de hoje é um dia que mostra que vale a pena a democracia. Porque o que nós estamos fazendo hoje foi obedecer à vontade de um povo que foi para a rua, que cobrou de nós, que exigiu de nós. Mulheres, homens, trabalhadores, estudantes foram para a rua como nunca tinham ido para a rua exigir isso aqui."
Na ótica de Lula da Silva, a Constituição brasileira está agora "mais cidadã" e estabelece "mais dignidade para o trabalhador brasileiro".
O dia de hoje mostra que a democracia vale a pena. O fim da escala 6 x 1 é uma conquista civilizatória. O que fizemos hoje foi obedecer. Obedecer à vontade de um povo que foi para as ruas e cobrou de nós: mulheres, homens, trabalhadores, adolescentes e estudantes exigiram essa medida. Vocês escreveram uma página importante em nossa Constituição. Ela agora está mais cidadã. As duas folgas semanais significam mais dignidade. Parabéns a todos.
Chamada popularmente "Fim da Escala 6x1", a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada pela maioria esmagadora do Senado brasileiro na quarta-feira, e contou com votos de Flávio Bolsonaro e do seu Partido Liberal (PL), inicialmente contrários à medida.
Diante das manifestações populares a favor do fim da escala 6x1, Flávio Bolsonaro acabou por declarar, na véspera da votação, que se posicionaria "conforme a vontade da maioria do povo". Acabou então por votar, na quarta-feira, de forma virtual, a favor da medida, mas sem participar na sessão, já que cumpria agenda de campanha em Porto Alegre.
Apesar disso, o partido do candidato Flávio Bolsonaro, o PL, pretende rever a jornada de trabalho após as eleições.
Aliás, depois de comemorar o fim da escala 6x1 durante uma ação de campanha em Juiz de Fora, na tarde desta sexta-feira, Lula da Silva alertou para isso mesmo. O petista avisou que, caso Bolsonaro seja eleito, os "bolsonaristas vão acabar" com a medida e a 6x1 pode voltar.
"Chegamos atrasados porque estávamos promulgando a PEC que deu fim à escala 6x1, que garante dois dias de descanso para cinco dias trabalhados. É muito importante que a gente não permita que haja qualquer tipo de retrocesso. Os nossos comerciários e empresários não terão prejuízo algum. Quem vai ganhar é o trabalhador", afirmou, antes de alertar: "Os bolsonaristas vão acabar com essa medida e a 6x1 vai voltar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.