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CPJ tira nomes da lista de jornalistas mortos na guerra em Gaza

Notícias ao Minuto - Mundo ·
CPJ tira nomes da lista de jornalistas mortos na guerra em Gaza

A organização, com sede em Nova Iorque, mantém, contudo, que as forças israelitas são responsáveis por mais mortes de jornalistas e profissionais dos 'media' do que qualquer outro país desde 2023.

O CPJ explicou que reavaliou os perfis depois de grupos armados palestinianos, incluindo o Hamas, terem publicado obituários nos quais algumas das pessoas identificadas como jornalistas eram apresentadas como combatentes.

Após analisar o trabalho e as publicações das pessoas em causa e realizar uma auditoria externa, a organização decidiu retirar 22 nomes das suas contagens.

Com a revisão, o CPJ passa a atribuir a Israel a morte de 191 jornalistas e outros profissionais dos media nos territórios palestinianos e em Israel desde 2023.

"A precisão e a credibilidade dos inquéritos do CPJ são fundamentais para a nossa missão, bem como para os esforços em busca de justiça", afirmou a diretora-geral da organização, Jodie Ginsberg, em comunicado.

O CPJ sublinhou que revê regularmente os seus dados à luz de novas informações, uma prática adotada desde que começou, em 1992, a contabilizar anualmente os jornalistas mortos em todo o mundo.

"Baseamos as nossas decisões unicamente no facto de a pessoa se enquadrar ou não na nossa definição de jornalista, e não nas suas afiliações ou opiniões, nem em resposta a pressões ou intimidações de governos ou grupos de interesse", acrescentou Ginsberg.

A organização decidiu também reintegrar quatro pessoas que, segundo a sua avaliação, tinham sido indevidamente retiradas das listas.

Numa contagem separada, reclassificou como jornalistas dois israelitas mortos durante o ataque do Hamas a Israel, em 07 de outubro de 2023.

As alterações surgem na sequência da decisão do CPJ de excluir das suas contagens pessoas que integrem ativamente um exército regular ou um grupo armado, como o Hamas.

Apesar da revisão, a organização reiterou que as forças israelitas "continuam a ser responsáveis, de longe, pela maioria das mortes de jornalistas e profissionais dos media em todo o mundo desde 2023".

Israel rejeita frequentemente as críticas relativas à morte de jornalistas em Gaza, alegando que alguns integravam o Hamas e deveriam, por isso, ser considerados combatentes, ou que não foram alvos deliberados das suas operações militares.

O ataque do Hamas a Israel, em 07 de outubro de 2023, provocou 1.221 mortos, segundo dados oficiais israelitas, e levou à captura de cerca de 250 reféns, transportados para a Faixa de Gaza.

A ofensiva israelita desencadeada em resposta provocou a deslocação de quase toda a população do território palestiniano, danificou ou destruiu a maioria dos edifícios e causou mais de 73.900 mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, tutelado pelo Hamas, cujos dados são considerados fiáveis pelas Nações Unidas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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