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Oferta de casas para venda cai há quase dois anos com quebra de 4% no terceiro trimestre

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Oferta de casas para venda cai há quase dois anos com quebra de 4% no terceiro trimestre

O mercado residencial português continua a debater-se com a escassez de imóveis disponíveis para comercialização.

Entre julho e setembro de 2026, o volume de habitações direcionadas para venda registou uma contração de 4% face ao período homólogo anterior, prolongando uma tendência de esgotamento que já se estende há sete trimestres consecutivos, segundo uma análise do idealista, publicada esta quinta-feira.

Este recuo sucede a uma descida ainda mais acentuada de 11% verificada no terceiro trimestre de 2025.

Para encontrar o último momento em que o mercado registou uma reposição substancial do parque habitacional para venda é necessário recuar até ao terceiro trimestre de 2024, altura em que se observou um crescimento ligeiro de 2,5% na oferta, realça o portal imobiliário.

A perda de dinamismo na oferta de habitação não é uniforme em todo o território nacional, afetando de forma severa metade das capitais de distrito do país.

O Funchal destacou-se com a quebra mais expressiva a nível nacional, ao ver o número de imóveis disponíveis cair 33%.

Logo a seguir, o Porto registou uma redução de 21% no inventário habitacional urbano, seguido de perto por Viana do Castelo com uma contração de 17%.

Nota ainda para o comportamento observado em Lisboa que, com um recuo de apenas 3%, contrasta de forma significativa com a evolução registada na "Invicta".

Em contracorrente com os grandes centros urbanos, oito capitais de distrito apresentaram um reforço no número de habitações expostas no mercado.

Vila Real liderou este crescimento com um aumento expressivo de 34%, acompanhada pela Guarda com uma subida de 25% e por Bragança com mais 18% de casas listadas para venda.

A análise alargada por distritos e ilhas replica o cenário de escassez focado nas regiões com maior pressão turística e demográfica.

A ilha da Madeira destacou-se no plano regional com um decréscimo de 23% nas habitações de revenda, ao passo que o distrito do Porto registou uma contração homóloga de 11%.

Os distritos de Aveiro (-10%), Bragança (-9%) e Faro (-9%) também viram os seus portfólios imobiliários encolher de forma visível.

Inversamente, o mercado de construção ou recolocação imobiliária deu sinais de retoma na Guarda, com uma progressão de 17% na oferta disponível, e na ilha de São Miguel, nos Açores, que contabilizou uma expansão de 16%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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