Jornalista norte-americana agredida. EUA condenam violência na região
O s Estados Unidos condenaram hoje a "violência criminosa" na Cisjordânia, sem denunciar diretamente o incidente que envolveu uma fotojornalista norte-americana ferida por colonos israelitas.
"Condenamos os atos de violência criminosa cometidos por qualquer parte na Cisjordânia e apoiamos a realização de investigações adequadas, bem como a responsabilização judicial dos autores", afirmou à AFP um responsável do Departamento de Estado sob anonimato.
Segundo a mesma fonte, os Estados Unidos estão prontos para oferecer "apoio consular" à jornalista do Washington Post.
A fotojornalista e vários palestinianos ficaram feridos hoje na sequência de ataques de colonos israelitas ocorridos durante a apanha da azeitona na Cisjordânia ocupada, segundo a agência noticiosa palestiniana WAFA.
Os ataques, adiantou a mesma fonte, ocorreram nas localidades de Burqa, Abu Falah e Turmus Aya, nos arredores de Ramallah, e envolveram o incêndio de veículos e oliveiras.
As forças de segurança israelitas também utilizaram gás lacrimogéneo durante os incidentes.
Entre os feridos encontra-se Heidi Levine [na imagem], fotojornalista do The Washington Post , que acompanhava os trabalhos de apanha da azeitona em Abu Falah.
A Associação da Imprensa Estrangeira em Israel (FPA, na sigla em inglês) denunciou que a jornalista norte-americana sofreu "ferimentos moderados" e recebeu tratamento num hospital local devido a pancadas infligidas em várias partes do corpo.
Segundo a organização, os colonos roubaram-lhe ainda o passaporte, o telemóvel, a carteira e o equipamento profissional.
"Heidi é uma jornalista veterana e respeitada, que cobre esta região há décadas, além do seu trabalho em zonas de conflito em todo o mundo", afirmou a associação.
A organização considerou que o incidente constitui mais um episódio de uma série de "ataques violentos" de colonos contra jornalistas e civis na Cisjordânia.
A FPA exigiu ao Exército israelita que "deixe de apresentar desculpas e cumpra o seu dever de proteger os civis destas multidões violentas".
"Pedimos ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que deixe de se referir a estes ataques como ações de 'jovens problemáticos' e reconheça o grave problema que tem ignorado durante demasiado tempo", acrescentou.
O Exército israelita confirmou que uma jornalista estrangeira ficou ferida e afirmou que militares e polícias foram enviados para a região após receberem informações sobre "um confronto violento".
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