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O mundo das cidades, as cidades no mundo

SAPO Lifestyle ·
O mundo das cidades, as cidades no mundo

Como transformar as Câmaras Municipais, que são organizações grandes, pesadas e públicas, em agentes da mudança, em forças dinâmicas e orientadas para a solução?

46 cidades, 15 países, 22 milhões de pessoas abrangidas. Realidades diversas, geografias distantes e culturas próprias, mas com preocupações comuns: como governar com eficácia as grandes metrópoles, e como melhorar a qualidade de vida de quem nelas habita?

É este o propósito do programa City Leadership Initiative , realizado anualmente pela Fundação Bloomberg, em conjunto com a Universidade de Harvard, no qual participei com outros vice-presidentes e altos dirigentes de cidades de todo o mundo.

Debatemos os desafios fulcrais que as cidades enfrentam em todo o mundo: como transformar as Câmaras Municipais, que são organizações grandes, pesadas e públicas, em agentes da mudança, em forças dinâmicas e orientadas para a solução? E como fomentar o sentido de urgência, e o foco na gestão e na eficácia, perante ambientes políticos cada vez mais fragmentados e polarizados?

Retive bem as três linhas mestras que têm vindo a sobressair na atuação das cidades mais dinâmicas do mundo: uma autêntica obsessão com o tema da inovação; a utilização de dados e evidências concretas nos processos de tomada de decisão; e o esforço para garantir o envolvimento dos cidadãos.

Inovação, dados e participação: são estas as alavancas determinantes das cidades viradas para o futuro.

A inovação, nas metrópoles vencedoras, não é um mero slogan de conveniência, nem se limita ao fomento da utilização de novas tecnologias. É algo mais visceral. É o triunfo da cultura do risco, da abertura à experimentação, da prática descomplexada da tentativa e erro, da vontade imparável de fazer diferente, fazer melhor, fazer mais rápido, fazer com mais ambição.

A segunda dimensão crítica para a boa gestão das cidades reside no recurso sistemático de dados e evidências como instrumento decisivo à função de comando. O próprio Michael Bloomberg, Mayor marcante de Nova Iorque (e o grande impulsionador da Fundação Bloomberg Philantropies) tinha uma famosa placa no seu escritório enquanto autarca: In God we trust, everyone else must bring data . A lógica é simples e poderosa. As políticas públicas não devem ser elaboradas apenas com base em intuições, preferências ideológicas, ou escolhas de circunstância. Antes pelo contrário, há que conhecer a fundo os problemas e as suas causas, há que medir, comparar e avaliar as alternativas, há que ponderar as vantagens e desvantagens dos possíveis cenários, e há que monitorizar o desempenho das soluções adoptadas. Os dados não substituem a nobreza da decisão política. Mas sustentam escolhas informadas, rigorosas e responsáveis. E, em consequência, mais acertadas.

A terceira característica das cidades mais avançadas é a valorização crescente do envolvimento das pessoas e da sociedade civil. A verdade é que as melhores ideias para as cidades não estão todas guardadas nos gabinetes das Câmaras Municipais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em lifestyle.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO Lifestyle.

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