Portugal fez mais de 4 mil pedidos a gigantes tecnológicos para obter provas em investigações criminais
Portugal está entre os dez países da União Europeia (UE) que mais recorreram a grandes plataformas digitais para obter dados em investigações criminais.
O dado consta no mais recente relatório da Europol e Eurojus, que analisa o acesso transfronteiriço a provas eletrónicas para investigações.
As diferentes autoridades policiais do país efetuaram 4.012 pedidos às oito empresas incluídas na amostra do projeto, chamado Sirius .
Em média, foram quase 11 pedidos por dia .
Os números são relativos ao ano de 2024, o ano mais recente com estatísticas disponíveis.
As redes sociais são o tipo de serviço mais relevante para as investigações, seguidas pelas aplicações de mensagens e pelas plataformas de criptomoedas .
Os investigadores também destacam a importância crescente das fintech e dos serviços de VPN, aponta o documento.
“Na era digital atual, uma justiça eficaz depende de um acesso atempado e fiável a provas eletrónicas além-fronteiras ", lê-se no relatório a visão de Michael McGrath, comissário europeu responsável pela Justiça.
A procura não é necessariamente por conteúdo das mensagens ou publicações.
Entre os dados mais solicitados estão registos de ligação, números de telefone e endereços IP utilizados no momento do registo de uma conta.
Estas informações podem ajudaros polícias a identificar utilizadores e a estabelecer ligações entre contas, dispositivos e acessos a serviços digitais .
A inteligência artificial também começa a entrar no universo da investigação.
Pela primeira vez, as plataformas de IA tiveram peso relevante no levantamento: 8% dos investigadores inquiridos indicaram estes serviços como importantes para as suas investigações em 2024 , depois de não terem registado qualquer indicação em 2023.
Do total de pedidos incluídos, Google e universido Meta (dona do WhatsApp, Facebook e Instagram) concentraram 82%, num total de 249.867 solicitações .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.