"Estamos aqui para ficar". Protestos pela habitação continuam após noite tranquila em Lisboa e no Porto
Os manifestantes pelo direito à habitação que dormiram no Rossio, LIsboa, acordaram este domingo, 18 de outubro, sem polícia perto, mas com turistas a fotografar e um vento forte que empurrava as tendas vazias para a estrada.
A noite foi tranquila, tal como na Praça D.
João I, no Porto, onde se reuniram centenas de pessoas em tendas e sacos-cama, à exceção de um contentor do lixo incendiado, que o movimento pela habitação atribui a agitadores.
Em declarações à Lusa às 09:45 e antes de, finalmente, ir dormir, Pedro Lopes descreveu a noite em que a acampada voltou à praça na baixa portuense como “tranquila e jovial” em que as “pessoas divertiram-se e houve bastante conversa, dinamização e organização, que era necessária", com "uma adesão cada vez maior".
Agora, "há que distribuir trabalhos e acertar pautas e estabelecer coerência e, acima de tudo, estabelecer objetividade”.
O turno noturno teve sempre “a companhia da Polícia Municipal e da PSP”, confirmou o porta-voz do movimento, revelando que, durante a madrugada ardeu um contentor do lixo, situação que elementos do movimento resolveram, não sendo necessária a intervenção dos Sapadores do Porto que, à chegada ao local, encontraram o problema resolvido.
Segundo Pedro Lopes o incidente foi “causado pelo mesmo grupo que causou distúrbios há uns dias”.
“Nós estávamos preparados para essa situação específica, mas é justo dizer que tivemos o auxílio da polícia no apagar das chamas e, a pedido do pessoal, eles foram bastante simpáticos connosco, foram bastante cordiais e também lhes tivemos essa assistência imediata, por assim dizer”, relatou o porta-voz.
Questionado sobre a disponibilidade manifestada no sábado pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, em declarações à TSF, Pedro Lopes respondeu que o autarca portuense “sabe onde está o movimento”.
“Se ele quiser dialogar, se ele quiser conversar, é só vir aqui.
Nós garantimos a segurança dele se for necessário”, disse.
Em declarações à Lusa na sexta-feira, João Silveira, do movimento, deu nota de que estavam a elaborar um documento para apresentar à Câmara Municipal.
Este domingo, questionado sobre o assunto, Pedro Lopes anunciou que durante o dia irão divulgar um comunicado de imprensa que definirá “as condições, intenções de forma muito clara”.
Em Lisboa, na manhã deste domingo, o dispositivo policial que vigia a acampada do Rossio era residual, sendo o vento o principal adversário.
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