Número de mortos e desaparecidos no Nepal não pára de aumentar. Há 700 turistas, entre os quais dois portugueses, por localizar
Os números da tragédia no Nepal aumentam a cada hora que passa. Na manhã desta quinta-feira, o balanço apontava para pelo menos 270 mortos do lado do Nepal e 1.500 desaparecidos na enxurrada. Destes últimos, mais de 700 estrangeiros, incluindo dois portugueses.
O mau tempo, as estradas bloqueadas e as próprias características do terreno estão a dificultar o resgate.
As autoridades nepalesas recuperaram 270 corpos. A China reportou três mortes. É certo que o número de vítimas mortais vai continuar a disparar nas próximas horas e nos próximos dias, dado que muitas das vítimas estão soterradas pela lama.
Do lado do Nepal fala-se em 826 desaparecidos. Do lado chinês, outros 558, no território tibetano de Gyirong. Mas os balanços mais recentes na imprensa falam já em mais de 1.500 desaparecidos.
O número de estrangeiros desaparecidos – mais de 700, que resulta do somatório dos dados da China e do Nepal - é particularmente alto porque uma das zonas mais atingidas é a da fronteira entre os dois países.
Entre os estrangeiros desaparecidos estão dois portugueses, como confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.
A nacionalidade mais representada é a indiana, com quase 200 desaparecidos. Destaque também para mais de 60 americanos e 50 ucranianos.
Além dos dois portugueses desaparecidos , há ainda cidadãos de Bielorrússia, Bélgica, Bulgária, Cazaquistão, Espanha, Filipinas, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Israel, Itália, Lituânia, Países Baixos, Sérvia, Suíça e Suécia.
É um esforço contra o tempo no terreno. As autoridades chinesas dizem que as equipas médicas já evacuaram mais de 360 residentes para áreas seguras. Por sua vez, o Nepal refere que foram resgatadas 123 pessoas, 29 delas estrangeiras.
Segundo a polícia nepalesa, estão no terreno mais de sete mil operacionais. O lado chinês não revelou o seu efetivo.
As autoridades estão ainda a avaliar o que estará na origem desta enxurrada. Chegou a ser considerada a possibilidade de rutura ou transbordamento de um lado glaciar no Tibete. O governo nepalês já mencionou um terramoto.
O serviço geológico dos EUA fala num deslizamento de terras de magnitude 5,2, localizando a sua origem a cerca de 55 quilómetros a noroeste de Kodari.
Os cientistas do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas já vieram alertar para o risco de novas inundações, uma vez que os sedimentos transportados pela enxurrada podem criar barragens naturais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.