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PCP acusa câmara de Coimbra de "dificultar a vida" na Baixa

Observador ·
PCP acusa câmara de Coimbra de "dificultar a vida" na Baixa

O PCP acusou esta sexta-feira a Câmara de Coimbra de “dificultar a vida de quem vive e trabalha na Baixa e na Alta” com as alterações ao trânsito previstas para setembro, criticando a falta de promoção de participação dos munícipes.

Face à entrada da operação do metrobus até à estação de Coimbra-B e à Praça da República, o município, liderado pela coligação Avançar Coimbra (PS, Livre e PAN), avançou com uma reorganização do trânsito na Baixa da cidade e mudança de várias linhas dos autocarros urbanos, que deverá entrar em vigor a 10 de setembro.

Esta sexta-feira, o PCP criticou as alterações previstas, considerando que as mudanças anunciadas vão sobrecarregar “o trânsito nas já saturadas avenida Fernão de Magalhães e rua de Aveiro” e não apresentam “uma verdadeira coordenação e integração das várias formas de transportes”.

Para a concelhia de Coimbra do PCP, as soluções apresentadas pelo município não são claras no acesso ao Mercado Municipal ou no acesso ao comércio da Baixa e da rua da Sofia, reduzem acessos à Alta da cidade e nada dizem sobre parques alternativos de estacionamento.

As medidas, vincou, “são anunciadas sem promover a participação e o esclarecimento de habitantes e comerciantes”.

“A falta de planeamento de obras no espaço público, a destruição de ferrovia, a concentração de serviços na zona dos hospitais, a falta de ordenamento, a falta de estacionamentos, as dificuldades nos transportes são alguns dos aspetos que têm agravado os problemas de trânsito. As alterações anunciadas, para além de não encontrarem soluções, vêm agravar alguns destes fatores”, frisou o PCP.

É defendida a promoção de “uma verdadeira participação das populações” neste processo e coordenação nos transportes entre metrobus e Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), considerando que o que está previsto entrar em vigor é “uma solução feita a remendos que procura adequar a cidade ao sistema de metrobus e não o sistema de transportes à cidade, como seria adequado e lógico”.

O PCP propõe ainda mais parques de estacionamento gratuitos e com ligação a transportes públicos , um combate a uma eventual concessão dos SMTUC e a defesa de uma “cidade para viver, não para especular”.

De acordo com as alterações definidas pelo atual executivo, a rua da Sofia deixa de permitir circulação automóvel geral (ficando apenas com um sentido para transporte público e acesso local) e a via Central (avenida D. Sesnando Davides) também ficará reservada aos autocarros urbanos e acesso local.

A rua de Saragoça passa a ter um único sentido descendente (entre Montarroio e rua Guerra Junqueiro).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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