Prestação da casa dá em setembro maior salto em três anos
A guerra no Irão levou o Banco Central Europeu (BCE) a subir as taxas de juro para conter a pressão da inflação.
E, por causa disso, os indexantes dos contratos de empréstimo da casa também estão a agravar-se e a puxar pela prestação da casa.
Em setembro, a mensalidade paga ao banco vai registar mesmo o maior salto em três anos.
As taxas Euribor, que servem de base para o cálculo da prestação mensal da casa, voltaram a acelerar em agosto perante a nova escalada das tensões entre os EUA e o Irão – quando se pensava que as negociações poderiam terminar com um acordo duradouro.
Não foi isso que aconteceu e mantém-se o impasse.
Com os preços do petróleo novamente em alta e a pressionar os preços em geral, o BCE vai voltar a aumentar as taxas diretoras já na reunião de 10 de setembro .
E poderá não ser a última subida.
Isabel Schnabel, da comissão executiva do BCE, veio defender na semana passada que o banco central devia apertar ainda mais a sua política monetária para evitar um novo descontrolo dos preços, como aconteceu a seguir à invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.
Taxas de juro ainda vão subir mais, alerta Schnabel do BCE Ler Mais Além da subida de 25 pontos base projetada para setembro, os mercados já estão a precificar um novo agravamento na mesma ordem de grandeza na reunião que terá lugar a 17 de dezembro.
Isto significa que taxa de depósito do BCE chegará ao final do ano nos 2,75%, o valor mais alto desde o início de 2025.
Para as famílias são más notícias.
Já estão a sofrer com a subida dos preços dos bens e serviços que consomem no dia-a-dia , como por exemplo os combustíveis , e os seus orçamentos também estão a ser afetados por via do crédito da casa, que continua a ficar mais caro mês após mês desde que os EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irão em fevereiro.
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