Chega quer tarifas aéreas especiais para os Açores
O Chega/Açores revelou esta quinta-feira que vai apresentar uma anteproposta para a criação de uma tarifa aérea nacional e outra interilhas, para que os turistas nacionais possam usufruir de um preço mais justo nas visitas à região.
“Se falamos em continuidade territorial, também não nos podemos esquecer que aqui [nos Açores] também é Portugal. Quem vive no continente também tem o direito de cá vir “, afirmou o líder parlamentar do partido, José Pacheco, citado numa nota de imprensa.
O também presidente do Chega açoriano adiantou que o partido vai apresentar uma anteproposta “para que os cidadãos portugueses se possam deslocar aos Açores com uma tarifa mais justa, mais apetecível”.
Segundo José Pacheco, “ com os preços exorbitantes das passagens aéreas, facilmente um turista escolhe outro destino onde o preço da passagem seja mais barato “.
Após uma reunião no Núcleo de Empresários da Lagoa – NELAG, na ilha de São Miguel, onde também foram debatidas as dificuldades dos empresários do turismo no concelho, o líder parlamentar do Chega atribuiu o elevado preço das passagens aéreas para os Açores, “não só, mas também devido à saída da Ryanair”.
Além disso, acrescentou, os turistas que chegam às ilhas maiores, “ não conseguem, depois, a preços mais justos, visitar outras ilhas “.
José Pacheco lembrou ainda que o turismo do continente português foi durante muitos anos o maior mercado emissor dos Açores.
“A tarifa nacional tem de começar a ser aplicada já, para colmatar este decréscimo no turismo que temos sentido. Com o preço de uma passagem para os Açores, um continental facilmente escolhe outro destino pelo mesmo preço e com tudo incluído. Temos de travar isso já”, afirmou.
O parlamentar defendeu também que deve ser aplicada uma tarifa interilhas para os turistas, “para que possam visitar outras ilhas a preço mais acessível , ajudando a economia regional e o setor, em ilhas para onde não existem voos diretos”.
“Por isso, precisamos da reestruturação da SATA, para que haja mais aviões, mais voos, porque da maneira que está é uma vergonha. Temos duas soluções: uma tarifa nacional para portugueses e uma tarifa interilhas que seja apetecível ao turista”, acrescentou.
No encontro no NELAG, os deputados José Pacheco e Olivéria Santos defenderam também a necessidade de uma “estratégia forte” para o turismo açoriano.
“Têm de ser os empresários, que conhecem o setor, que devem estar por dentro da estratégia turística e não o Governo [Regional]. A responsabilidade deve ser passada para as mãos dos empresários, como na Madeira, onde também investem na promoção”, afirmou José Pacheco.
A posição do partido surge quase cinco meses após a companhia aérea de baixo custo Ryanair ter abandonado a operação nos Açores , devido às “elevadas taxas aeroportuárias” e à “inação” do Governo português, como foi justificado na altura.
A Ryanair era a única “low-cost” com uma operação regular direta entre o continente português e as ilhas.
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