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Luís Neves: de caso em caso, num labirinto que parece não ter fim

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Luís Neves: de caso em caso, num labirinto que parece não ter fim

Luís Neves está a tornar-se, cada vez mais, um problema político mais difícil de contornar para Luís Montenegro.

O primeiro-ministro, que até agora não conseguiu fechar as polémicas em torno do ministro da Administração Interna até aqui – que vêm do tempo em que Neves era diretor nacional da PJ – vê acumular-se uma nova frente de polémica, desta vez centrada no SIRESP, a rede de comunicações de emergência do Estado e da demissão do secretário-geral da Administração Interna.

Depois dos inquéritos-crime que envolvem o governante, das dúvidas levantadas sobre a sua atuação enquanto diretor nacional da PJ , da moção de censura apresentada pelo Chega e da comissão parlamentar de inquérito que procura escrutinar esse período, cuja constituição já foi formalizada a 14 de outubro, a exoneração do secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho, volta a colocar o ministro sob pressão e a expor a dificuldade do Governo em encerrar os casos que se vão acumulando à sua volta.

E Montenegro continua em silêncio.

Neves no labirinto, os inquéritos crime, a moção e uma CPI Ler Mais No centro da mais recente controvérsia estão as acusações de Ricardo Carrilho – o secretário geral do MAI demitido – de que terá sido pressionado a autorizar um pagamento de 26 milhões de euros à empresa responsável pelo SIRESP, apesar das dúvidas que levantava quanto à sua legalidade.

O antigo dirigente terá exigido que eventuais instruções superiores fossem dadas por escrito, antes de ser afastado do cargo, numa decisão que o MAI justifica com uma “reorganização dos serviços” .

Pelo meio, estão também em causa os mecanismos de fiscalização da rede, auditorias e inquéritos da Inspeção-Geral da Administração Interna e uma denúncia remetida à Procuradoria-Geral da República.

A polémica já ultrapassou o confronto entre o ministro e o antigo secretário-geral.

A Transparência Internacional Portugal exige a divulgação das comunicações trocadas entre a Secretaria-Geral e o gabinete de Luís Neves , enquanto os partidos pedem explicações no Parlamento.

Para Montenegro, a questão é também política: perante uma sucessão de controvérsias que atravessam o percurso do ministro, a resposta do Governo e a capacidade de esclarecer os factos tornam-se parte central do problema.

O SIRESP é a nova peça de um labirinto que começou antes de Luís Neves chegar ao MAI e que, por enquanto, não dá sinais de estar perto do fim.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, intervém durante a cerimónia de posse do novo diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública, Pedro Moura , no ministério da Administração Interna, em Lisboa, 13 de outubro de 2026.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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