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Carris deixou de ter contratos de manutenção com MNTC

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Carris deixou de ter contratos de manutenção com MNTC

A Carris terminou todas as relações contratuais que tinha com a MNTC, empresa de manutenção que trabalhava no elevador da Glória quando se deu o acidente de 3 de setembro de 2025 , que vitimou 16 pessoas e feriu outras 20. A MNTC, que ficou mais conhecida pelo nome comercial Main, trabalhava com a Carris pelo menos desde 2017 , ainda que os principais contratos, no âmbito de concursos públicos, tenham sido assinados a partir de 2019.

A MNTC foi, depois do acidente no elevador da Glória, alvo de escrutínio público . Detida por Gustavo Pita Soares e Marieta Garcias, tinha, segundo dados do Insight View da Iberinform, 28 empregados no final de 2024, ano em que a faturação baixou para 1,29 milhões de euros, uma quebra de 16% face ao ano anterior, e teve um lucro de 136 mil euros (menos 2%).

Elevador da Glória. Quatro momentos que levaram ao acidente e por que o mesmo resultou em tragédia

No relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários (GPIAAF), divulgado em outubro do ano passado, já se dizia que a MNTC não tinha o “necessário corpo de engenharia com o conhecimento técnico especializado em funiculares e meios para o desenvolvimento, atualização e adaptação das ações de manutenção à realidade da operação”, assumindo-se que, “na prática, o prestador de serviços de manutenção atua como mão de obra para tarefas de manutenção programada de alguma complexidade ou ações corretivas específicas, as quais são executadas sob as indicações e supervisão de dois técnicos da CCFL [Carris – Companhia de Carris de Ferro de Lisboa] alocados aos quatro ascensores e elevador”.

A própria Carris, num comentário a este relatório , admitia que, apesar de ter apresentado os requisitos de capacidade e habilitação, a MNTC “poderá não ter cumprido devidamente o contrato”, um eventual incumprimento que não foi reportado à administração da empresa de transportes públicos nem pela direção de manutenção do modo elétrico, nem pelo gestor do contrato que “reiteraram a máxima confiança no desempenho desta empresa, mesmo após o acidente ter ocorrido”.

Mas não foi preciso esperar muito para a MNTC ser riscada do mapa de fornecedores da Carris. Em respostas a pedido do Observador, e que entretanto divulgou publicamente, a Carris assume agora que “o contrato com o anterior prestador de serviços de manutenção, MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia, Lda, foi revogado a 04.11.2025 “. Nenhuma outra empresa assumiu a manutenção dos equipamentos históricos porque ainda se encontram inoperacionais. “Todas as eventuais necessidades serão geridas pela equipa interna da Carris”. Com uma exceção. O Funicular da Graça, que reabriu ao público a 30 de abril deste ano , e “após validação de todas as condições aplicáveis”, tem um contrato de manutenção, que transitou da Emel para a Carris e que vigora até 2032.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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