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Quem era Ratko Mladić, o "Carniceiro da Bósnia" condenado a perpétua?

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Quem era Ratko Mladić, o "Carniceiro da Bósnia" condenado a perpétua?

R atko Mladić, conhecido como o "Carniceiro da Bósnia", morreu esta quinta-feira, dia 27 de agosto. O ex-militar ficou conhecido por querer fazer uma "limpeza étnica" durante a divisão da Bósnia nos anos 1990. Mas, afinal, quem era Mladić?

Ratko Mladić nasceu em 12 de março de 1942 numa vila perto de Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina. No entanto, dizia ter nascido um ano depois.

O pai morreu quando Mladić tinha apenas dois anos, tendo sido morto quando combatia ao lados dos 'partisan' de Tito contra os nacionalistas croatas apoiados pelos nazi.

O ex-militar cresceu na Jugoslávia do pós-guerra e, depois de algumas aulas enquanto artesão, decidiu ingressar na carreira militar. Em 1965, formou-se na escola de oficiais, onde mostrou ser um soldado ambicioso e capaz.

Mladić rapidamente subiu na hierarquia, tendo liderado unidades do exército na Macedónia e no Kosovo.

Em 1991, quando a Croácia declarou independência - até então parte da Jugoslávia -, Mladić, juntamente com o exército jugoslavo, foi enviado para tentar restabelecer o controlo. Ao longo dos anos, foi também construindo a sua reputação, tendo sido descrito como corajoso e até um pouco imprudente, porque estava sempre na linha da frente e liderava pessoalmente expedições para o processo de localização, remoção e destruição de minas.

Durante a guerra dos Balcãs - que, mais tarde, culminaria na divisão da Jugoslávia - e com a expansão para a Bósnia, as tropas de Mladić demonstraram apoio à República da Sérvia que se separou da Bósnia.

De acordo com a BBC, Mladić via os muçulmanos como invasores e prometeu corrigir aquilo que considerava uma injustiça histórica e, de seguida, construir uma nação etnicamente pura.

Note-se que a comunidade muçulmana na Jugoslávia era muito significativa, nomeadamente na Bósnia-Herzegovina.

Desta forma, começou aquilo que foi denominado de cerco de Sarajevo, ou seja, um bloqueio militar que durou 1.425 dias. As tropas ficaram então entrincheiradas nas colinas circundantes, bombardeando e atacando diariamente a cidade.

Durante aquele período morreram cerca de 13 mil pessoas e quase todos os edifícios de Sarajevo ficaram destruídos ou danificados. Nas aldeias ao redor da capital, milhares de homens foram mortos e levados para campos de prisioneiros. As mulheres foram violadas.

"Ataquem os bairros muçulmanos, não há muitos sérvios a viver lá. Bombardeiem-nos até que estejam à beira da loucura", referiu o então general na altura, citado pela BBC.

Outras mensagens, que não eram encriptadas de propósito para serem transmitidas por todo o mundo, diziam coisas do género: "Queimem os cérebros dele".

Se durante a semana, Mladić bombardeava impiedosamente a capital da Bósnia, ao fim de semana ia visitar a família.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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