Corvo? "Em pleno 2026 temos uma ilha sem abastecimento marítimo regular"
O líder do PS/Açores responsabilizou hoje o Governo Regional pela falta de planeamento que deixou a ilha do Corvo sem abastecimento marítimo regular de mercadorias, alertando para implicações no fornecimento de bens essenciais e transporte.
"Estamos em pleno ano de 2026 e temos uma ilha dos Açores sem abastecimento marítimo regular há mais de três semanas.
Faltam bens de primeira necessidade, há estabelecimentos em risco de fechar portas e os agricultores acumulam prejuízos.
Isto é uma vergonha e é absolutamente inaceitável", afirmou Francisco César.
Citado numa nota de imprensa do partido, o líder regional do PS considerou "absolutamente inaceitável" que a mais pequena ilha açoriana esteja há quase um mês sem abastecimento marítimo regular de mercadorias, criticando ainda o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) pela ausência de uma alternativa eficaz à paragem do navio Thor B para manutenção.
O líder socialista açoriano destaca particularmente a situação dos agricultores do Corvo, que, segundo a nota, aguardam há três semanas pelo transporte de mais de 100 animais para fora da ilha, enfrentando custos adicionais e prejuízos que aumentam diariamente.
"Cada dia que passa representa mais encargos e mais dificuldades para os nossos agricultores.
O Governo Regional não pode continuar a ignorar uma situação que está a causar elevados prejuízos a quem trabalha e produz no Corvo", aponta Francisco César.
O líder do PS/Açores alerta também para a escassez de bens essenciais no comércio local e para o risco de encerramento do único restaurante da ilha.
A situação ocorre "numa altura em que o Corvo recebe dezenas de visitantes de várias partes do mundo para a observação de aves, uma atividade que há vários anos contribui para prolongar a época turística e dinamizar a economia local", assinala o partido.
Francisco César sustenta que a resposta do Governo Regional tem sido insuficiente.
"E perante tudo isto, o que faz o Governo Regional? Anuncia, promete, mas não resolve.
Sabia que o navio iria parar para manutenção e tinha a obrigação de garantir uma alternativa eficaz", critica.
Para o líder regional do PS, "o envio pontual de algumas paletes de água e leite a partir das Flores" não resolve a situação, nem resolve o problema do transporte dos animais e não substitui o abastecimento marítimo regular.
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