Sousa Tavares está "cansado de dar dinheiro à TAP" e por isso ficou contente com a venda. Do outro lado estão "os portugueses que não pagam impostos"
Dia 14 de outubro de 2026 é um dia histórico para Portugal. Esse é o entendimento de Miguel Sousa Tavares, que estava farto da TAP e da gestão pública da empresa, agora parcialmente vendida à Lufthansa, ainda que o Estado continue a ter a maioria das participações da companhia aérea.
O comentador da TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) considera que a venda de 49,9% por 1,2 mil milhões de euros é um bom negócio, ainda que nem toda a população pareça concordar.
“Descobri que há duas categorias de portugueses: há os que não pagam impostos - e há 40 e tal por cento de portugueses que não paga IRS diretamente - e são todos contra. É aquele princípio de que o Estado deve ter cada vez mais despesa. Como é que se paga? Subindo os impostos aos outros que pagam”, começa por dizer na rubrica semanal 5.ª Coluna.
Miguel Sousa Tavares inclui-se na outra categoria, a daqueles que pagam impostos. “Os outros que pagam, entre os quais me incluo, são a favor. Como contribuinte, para mim foi um dia histórico”, reitera, deixando claro que é a favor da privatização total, já que “falta a outra metade”.
“Eu estou cansado de dar dinheiro à TAP. Só pensamos nos 3,2 mil milhões que demos há cinco anos, mas já antes… o último governo de Cavaco Silva deu 1,4 mil milhões de euros, na altura, preços da altura. Já foram várias injeções”, vincou.
Fazendo as contas aos 10 mil trabalhadores que a TAP tinha na altura da última injeção de capital, Miguel Sousa Tavares faz as contas, referindo que são 300 mil euros por funcionário.
“Nenhum posto de trabalho em Portugal vale isto”, atira, frisando que os portugueses não vão conseguir recuperar o dinheiro colocado na companhia aérea.
Olhando para o negócio em si, Miguel Sousa Tavares saúda a escolha da Lufthansa em detrimento da Air France-KLM, referindo que a troca de ações da TAP pela companhia aérea alemã é uma ideia “interessante”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.