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No 'dia D' económico, EUA fazem ameaças sem prazos a quem mantenha relações com o Irão

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No 'dia D' económico, EUA fazem ameaças sem prazos a quem mantenha relações com o Irão

"O Departamento do Tesouro identificou todos os nós, facilitadores e redes que o Irão tem utilizado para o contrabando de petróleo e para contornar as sanções", afirmou Bessent numa conferência de imprensa, na qual reiterou que "ninguém está isento" de ser alvo de sanções indiretas por negociar com o regime iraniano.

O alto funcionário esclareceu que estas "sanções setoriais" visarão "cinco das vias vitais que o Irão explora noutros países: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo".

"Estas medidas aumentam o risco de sanções secundárias para quem for insensato o suficiente para continuar a fazer negócios com este regime e irão acelerar a rapidez com que agiremos contra eles", alertou.

O ex-investidor antecipou que funcionários do Tesouro, do Departamento de Estado e das Forças Armadas "estão neste momento a reunir-se com os seus homólogos internacionais para lhes transmitir que os EUA esperam ações concretas", embora não tenha especificado quais as nações que foram avisadas nem indicado um calendário para a aplicação destas sanções.

"Cada país tem um prazo definido para pôr fim às atividades que identificámos. Se não agirem, seremos nós a fazê-lo unilateralmente", afirmou Bessent, que já tinha anunciado que esta segunda-feira seria o "Dia D económico" na guerra contra o Irão.

O secretário do Tesouro dos EUA informou também sobre novas sanções a «mais de 60 entidades, indivíduos e navios em todo o mundo que permitem ao regime iraniano adquirir tecnologia nuclear e de mísseis ilícita, levar a cabo operações cibernéticas e gerar receitas petrolíferas".

"Que não haja ambiguidade quanto à posição dos Estados Unidos: qualquer tipo de relação económica com este regime assassino exporá os responsáveis a todo o peso do poder norte-americano", insistiu.

A nova operação económica de Washington para asfixiar a já debilitada economia iraniana, fortemente dependente do petróleo, ocorre quase seis meses após o início da guerra lançada pelos EUA e por Israel contra a República Islâmica e no meio de conversações de paz estagnadas, sem perspetivas de um acordo de paz definitivo.

A Marinha norte-americana também mantém um bloqueio naval às costas e portos iranianos para impedir a entrada e saída de navios, o que agravou a situação económica na nação persa, que, no início do conflito, interrompeu o tráfego no estratégico estreito de Ormuz, afetando o abastecimento mundial de petróleo bruto.

Por seu lado, o Irão respondeu que não permitirá que Washington dite os termos do fim da guerra e reiterou as suas advertências a outros países para que não participem na nova campanha económica dos Estados Unidos contra o país.

Advertiu ainda que considerará como "inimigos" os países que se juntarem à "guerra económica" dos Estados Unidos

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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