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Economia

FMI prevê crescimento da economia mundial em 3,1% em 2026

ECO ·
FMI prevê crescimento da economia mundial em 3,1% em 2026

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou este sábado para o agravamento dos riscos que pesam sobre a economia mundial, apesar da resiliência demonstrada nos últimos anos, defendendo a manutenção de políticas macroeconómicas prudentes e o reforço da cooperação internacional.

Na última conferência de imprensa das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, realizadas em Banguecoque , o presidente do Comité Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), Mohammed Aljadaan, e a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, coincidiram no diagnóstico de uma economia global resistente, mas sujeita a pressões provocadas por conflitos, níveis elevados de dívida, tensões comerciais e uma crescente divergência entre países.

“O mundo continua a enfrentar desafios profundos, demonstrando ao mesmo tempo uma notável resiliência”, afirmou Aljadaan, salientando que os conflitos armados continuam a ter “um pesado custo humanitário” e importantes consequências económicas, agravadas por perturbações em rotas comerciais e marítimas estratégicas.

Georgieva considerou que as reuniões foram marcadas simultaneamente por “otimismo e preocupação”, apontando como f atores positivos a resiliência da economia mundial, o dinamismo das economias asiáticas e o potencial da inteligência artificial (IA), mas alertando para os riscos associados à inflação persistente, aos elevados níveis de dívida e às alterações climáticas.

A IA foi um dos temas mais debatidos durante os encontros, com Aljadaan a considerar que a tecnologia oferece “oportunidades significativas para aumentar a produtividade”, mas advertiu que também pode “ampliar as disparidades económicas”.

Por seu lado, Georgieva destacou que os participantes reconheceram a necessidade de aproveitar os benefícios da IA, criando simultaneamente “barreiras” para proteger pessoas, empresas e países dos riscos associados ao rápido desenvolvimento tecnológico.

Segundo Georgieva, os países integrados nas cadeias de valor da IA, exportadores de energia e menos afetados por conflitos estão a obter vantagens adicionais, enquanto economias mais vulneráveis, importadoras de energia e afetadas por guerras enfrentam maiores dificuldades para acompanhar o crescimento.

Aljadaan sublinhou que os “impactos são particularmente severos para os países de baixo rendimento e Estados frágeis”, defendendo medidas para reforçar a sustentabilidade da dívida e a capacidade do FMI para apoiar estas economias.

Quanto às respostas políticas, ambos defenderam a necessidade de preservar a estabilidade dos preços e reforçar as finanças públicas.

O presidente do IMFC afirmou que “ não há espaço para complacência” e apelou à adoção de planos orçamentais credíveis de médio prazo para reconstruir margens de segurança e reduzir vulnerabilidades.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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