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O "Projeto Degelo" e o diplomata que trouxe Harry de volta

Observador ·
O "Projeto Degelo" e o diplomata que trouxe Harry de volta

A notícia estalou esta quarta-feira à noite, pelas 22h00, avançada quase em simultâneo por The Sun, The Telegraph e revista People, numa aparente consertação (ironicamente) promovida pelo mesmo casal que até recentemente mantinha um aceso braço de ferro com os tabloides britânicos — que prometem mais novidades em breve, denunciando ainda mais que a origem das informações pode ter vindo dos próprios protagonistas. Para quem há anos explora os bastidores da atribulada relação entre o Palácio de Buckigham e Harry e Meghan, o anunciado regresso ao Reino Unido, seis anos depois do polémico “Megxit”, não será a mais inesperada das atualizações. “Embora apenas anunciada ontem à noite, a mudança deve ter sido planeada por algum tempo – matricular crianças nas escolas tem que ser feito com meses de antecedência – e, no entanto, diz-se que o Rei só foi informado da mudança no domingo.”, comentou ao Observador Andrew Lownie, jornalista e biógrafo real. “Ele clama estar satisfeito de agora ter a oportunidade de passar mais tempo com os netos que ele mal tinha visto e é o culminar do Projeto Thaw (ou Projeto Degelo) , confiado ao secretário particular assistente do Rei, Theo Rycroft , para trazer Harry de volta para casa. Assim, as notícias de ontem não deviam ter apanhado todos desprevenidos.”, continua.

Os sinais a que Lownie se refere levam-nos de facto a um passado recente e a essas eventuais primeiras tentativas de avançar no descongelamento das relações familiares (a esta altura do campeonato, a expressão quebrar o gelo pecará por defeito). A operação terá sido revelada pelo comentador de assuntos da realeza Richard Eden em dezembro passado, no Daily Mail , que delineou como esta estratégia envolvia não apenas o Rei Carlos III mas também autoridades governamentais. “Fui gozado há um ano quando avisei que havia um plano para trazer Harry e Meghan de volta à Grã-Bretanha. Provaram-me que estava certo… e as minhas fontes deixaram claro que isto é apenas o começo. “, reagiu esta quinta-feira no mesmo jornal.

A intenção foi confirmada na altura pelo jornalista norte-americano Rob Shutter , que citou uma fonte do palácio. “Harry quer legitimidade. Ele quer operar no Reino Unido nos seus próprios termos – reuniões, trabalhos de caridade, compromissos de alto nível – sem ser tratado como um convidado no seu próprio país.”. Shutter ia então ainda mais longe sobre as intenções dos duques de Sussex, acreditando que Harry quer “criar a sua própria corte real alternativa na Grã-Bretanha” , de certa forma em linha com o que o tio bisavô, Eduardo VIII, ensaiou fazer no regresso a solo britânico após os anos de exílio — e rivalizando com o núcleo liderado pelos príncipes de Gales, William e Kate.

Ministro e Vice-Chefe de Missão da Embaixada Britânica em Paris de julho de 2021 a janeiro de 2025, Theo Rycroft , de 50 anos, será o nome mais diretamente envolvido neste processo de mediação entre o monarca britânico e o seu filho mais novo. Atualmente ao serviço da coroa, tornou-se assistente pessoal de Carlos III em julho último, rendendo no cargo Sir Clive Alderton, que ao longo de vinte anos foi o braço direito do soberano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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