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Procurar emprego (4/4) | O mercado oculto de emprego

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Procurar emprego (4/4) | O mercado oculto de emprego

Nesta rubrica já falámos de robôs selecionadores , competências e presença digital . Ter lido esses artigos não é pré-condição para ler este novo, mas quer esteja ativamente à procura de emprego quer não, todos estes artigos poderão ser úteis. Pelo menos, foi essa a minha intenção.

Não encontrei estudos científicos acerca destes dados, pelo que peço ao leitor a máxima tolerância, mas por entre artigos em revistas especializadas e publicações em redes sociais, estimo que entre 60% a 80% das vagas de emprego pertençam ao mercado oculto. É um número verdadeiramente assustador, que significa que a grande maioria das vagas não chega sequer a ser anunciada publicamente. Pior: estas geralmente são as melhores vagas!

Se estivéssemos em 1990, estou certo de que muitos leitores atribuiriam estas vagas ocultas às famosas "cunhas" de que tanto se falava no momento, mas a realidade atual mostra que os empregadores já não se atiram tão cegamente para a contratação de perfeitos desconhecidos que se decidiram a candidatar ao cargo.

Neste momento é muito recorrente o candidato ser procurado para o emprego e não o contrário. O Artigo 3 refere a importância de termos uma presença digital estratégica e alinhada com as nossas ambições e isso é um passo fundamental para garantir que estamos no radar de eventuais vagas que possam surgir. Neste artigo vou um pouco mais longe. Vou falar do poder da nossa rede!

Há pessoas que se esforçam tanto por ter uma rede de contactos que se tornam ridículas na forma como bajulam toda a gente e como parecem estar em todo o lado. Obviamente, não defendo isso, até porque soa a desespero ao mesmo tempo que soa a falsidade - e isso é tudo aquilo que não queremos num candidato. Manter uma boa rede de contactos não é apenas ter o número de telefone do A ou do B. Manter uma boa rede de contactos é deixar que os outros com quem interagimos nos avaliem e nos tenham como referência. Ou seja, tem mais a ver com a nossa postura natural do que com uma doença patológica de querer conhecer, ou até fingir que conhecemos, e ter o número de telefone de toda a gente.

A rede de contactos profissionais assenta sobretudo na nossa atitude profissional. Aquilo que faz com que os outros nos tenham como referência numa determinada função e aquilo que faz com que sejamos a primeira pessoa de que se lembrem quando uma vaga surge. Como fazer isso? Sermos bons profissionais, sermos humildes e sermos boas pessoas. Já falei nas soft skills e hard skills no Artigo 2 e na importância de, além de sernos pessoas boas, sermos boas pessoas, porque é isso que mais vem à tona no momento de escolher.

Lembre-se que colegas, fornecedores, acionistas e recrutadores são o melhor canal para garantirmos o emprego seguinte. Quem lida connosco no dia a dia é quem nos vai referenciar e lembrar-se de nós. Os amigos, no passado, asseguravam posições via "cunha" sem nenhum tipo de critério quanto às competências. Hoje os amigos são quem menos influencia a nossa carreira, e aqueles cujas referências valem pouco ou nada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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