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António Costa anda em tour para salvar o seu futuro?

Observador ·
António Costa anda em tour para salvar o seu futuro?

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Tempo para dar notas de 0 a 20 na nova edição de "Eu Venço Doré", na Rádio Observador. Hoje, nas manhãs 360 de fim de semana, recebemos a Eunice Lourenço, editora de política do Expresso, e o Henrique Burnay, consultor em assuntos europeus. O Vasco Maldonado Correia conduz esta edição de sábado de "Eu Venço Doré". "Eu Venço Doré", na Rádio Observador, esta semana com a Eunice Lourenço e Henrique Burnay. Dou as boas-vindas a ambos. Bom dia aos dois. Numa semana em que ficámos a saber da decisão do Tribunal Constitucional em relação à Lei do Retorno. Já lá vamos, porque antes, Eunice, queres falar sobre o elevador da Glória? Passou praticamente um ano desde esse acidente trágico, mas surgem agora algumas novidades. Só estão fechados quatro dos 16 processos de indenização das vítimas mortais. Ficamos também a saber que as famílias das vítimas estrangeiras podem vir a receber mais até do que as portuguesas nessas indenizações. Eunice, este é um dossiê que já devia estar fechado passado um ano?

É um dossiê que pelo menos devia ou estar mais adiantado e mostrar mais cuidado das entidades públicas. Quase a passar um ano, como dizias, é no dia três que se completa um ano sobre o acidente. Fomos sabendo várias coisas nos últimos dias, com notícias sobre haver dois ou três arguidos. O relatório que está atrasado e só virá em 2027.

Mas o que me impressionou mais é a falta de cuidado que vamos percebendo nas entrevistas das vítimas e dos feridos. Para além de não estarem completados os processos, aliás, estarem só quatro processos de indenização completados, houve vários feridos, e quer pelo testemunho do casal Schmidt ao Expresso, testemunho de um casal alemão que foi muito marcante na altura e agora o seu testemunho também é muito relevante porque ele chegou a ser dado como morto. O filho foi um menino que vimos ao colo de um polícia e de um imigrante. E o que eles nos dizem, para além das recordações do que aconteceu, é que nunca foram contactados por nenhuma entidade portuguesa ao longo deste ano. E também o testemunho de uma outra ferida no acidente, Ana Fernandes, que eu vi na RTP, e que também o que manifesta é essa falta de cuidado nos apoios, na dificuldade em ter apoio psicológico. Ela diz uma frase muito marcante, que é: o corpo dela não voltou a ser o mesmo, e é uma jovem. E tudo isto me leva a questionar como é possível que a Câmara de Lisboa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, as duas entidades em colaboração, não tenham tido alguma forma de acompanhamento destas vítimas, quer as nacionais, quer as muitas estrangeiras que também sofreram com aquele acidente. E ontem, Carlos Moedas foi à Universidade de Verão do PSD e entrou e saiu em silêncio, não se disponibilizando a responder a perguntas de jornalistas que certamente lhe iam fazer perguntas sobre o acidente e tudo aquilo que soubemos nos últimos dias. Claro que as indenizações são importantes, aquilo que mais falhou ao longo deste ano é esta falta de cuidado humano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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