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Michaely, a guarda-redes do Benfica que ganhou a CAN

Observador ·
Michaely, a guarda-redes do Benfica que ganhou a CAN

Não era suposto que Michaely Bihina chegasse aqui. Não por falta de talento — isso tornou-se evidente ao longo de três semanas em Marrocos, na Taça das Nações Africanas (CAN), que terminou no último domingo —, mas porque a história poderia ter tomado outro rumo bem antes.

Quando era jovem, em Yaoundé, a atual guarda-redes do Benfica jogava como avançada. Foi o treinador quem a mudou de posição: “Disse-me que eu era demasiado alta para ser avançada e que seria mais eficaz como guarda-redes. Aceitei e, seis meses depois, fui convocada para a seleção”, recordou com um sorriso ao portal oficial da Taça das Nações Africanas. Agora, aos 22 anos, tornou-se campeã africana com os Camarões. O troféu da CAN, que tinha escapado por três vezes ao seu país — em 2004, 2014 e 2016 —, ficou finalmente em Yaoundé.

O torneio de Marrocos estava longe de ser garantido para os Camarões. A seleção não se tinha sequer qualificado pela via normal — entrou na competição apenas porque a CAF decidiu, já em dezembro, alargar o formato de 12 para 16 equipas e atribuiu um dos lugares por ranking FIFA. Era a segunda participação consecutiva numa CAN para Bihina, nascida a 28 de dezembro de 2003 em Yaoundé, mas a primeira em que o mundo do futebol a viu de verdade. Depressa se perceberia porquê.

Os Camarões avançaram na fase de grupos sem grande ruído, mas foi nos quartos de final que Bihina se revelou ao continente. Frente à Nigéria — campeã defensora e vencedora recorde com doze títulos em 16 possíveis —, fez nove defesas num único jogo, um recorde na história da CAN . O golo de Myriam Nyadjou, ainda na primeira metade, foi suficiente para o 1-0 final, mas a vitória foi, em boa parte, obra da guarda-redes do Benfica, que foi carregada pelas companheiras assim que o apito final soou. A CAF reconheceu-o de imediato: melhor jogadora em campo. Depois de 360 minutos sem sofrer golos, a meia-final frente ao Marrocos, anfitrião do torneio, prometia ser o exame mais difícil.

E foi. Depois de 90 minutos sem golos, o prolongamento também não produziu resultados. Já perto do fim do prolongamento, o árbitro assinalou grande penalidade para Marrocos. Bihina avançou, esperou e parou o remate de Fatima Tagnaout. Os Camarões sobreviveram. Nas grandes penalidades, a guarda-redes encarnada voltou a ser decisiva: defendeu três penáltis da seleção anfitriã e assegurou o apuramento para a final. “Estou muito feliz e cheia de emoções, porque para a nossa geração é a primeira vez que jogamos uma final ”, disse à BBC, pouco depois.

Penalty? Saved. Penalty? Saved. Penalty? Saved. Penalty? Saved. Michaely. ???????????? #TotalEnergiesWAFCON2026 pic.twitter.com/CqPko6wx9j

Antes de o mundo a descobrir em Marrocos, Bihina tinha percorrido um caminho discreto mas consistente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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