EUA. Guterres confirma pagamento de dívida "em breve"
O secretário-geral da ONU confirmou esta quinta-feira que os 725 milhões de dólares (622,2 milhões de euros) que os Estados Unidos planeiam pagar às Nações Unidas para reduzir parte da sua dívida com a organização chegarão “muito em breve”.
“ De acordo com as nossas informações, [o pagamento] acontecerá muito em breve “, disse António Guterres aos jornalistas, na sede da ONU, em Nova Iorque, quando questionado sobre o montante em dívida pelos Estados Unidos (EUA) num momento de grave crise de liquidez para a ONU.
O pagamento planeado inclui 725 milhões de dólares referentes às contribuições de Washington para o orçamento regular da ONU e outros 125 milhões de dólares (107,2 milhões de euros) para operações de manutenção da paz no Haiti e na República Democrática do Congo, de acordo com notificações enviadas este mês pelo Departamento de Estado ao Congresso, segundo a agência norte-americana Associated Press (AP).
O desembolso representaria o maior pagamento feito pelo Governo de Donald Trump à ONU desde que o Presidente republicano norte-americano, que regressou à Casa Branca em janeiro de 2025, exigiu uma profunda reforma da organização e condicionou o seu apoio a essas mudanças.
Os Estados Unidos devem à ONU cerca de cinco mil milhões de dólares (4,29 mil milhões de euros) , segundo dados da própria organização, dos quais mais de dois mil milhões de dólares (1,72 mil milhões de euros) correspondem ao orçamento regular e cerca de três mil milhões de dólares (2,57 mil milhões de euros) a operações de manutenção da paz.
No entanto, Washington não confirmou se já efetuou a transferência e apenas indicou que os pagamentos estão condicionados à continuidade das reformas das Nações Unidas.
A ONU enfrenta uma grave crise de liquidez devido a atrasos nos pagamentos dos Estados-membros , e Guterres tem alertado repetidamente que a falta de fundos ameaça a capacidade da organização de manter as operações.
Os Estados Unidos são o maior contribuinte para o orçamento da ONU, à frente da China, mas o Governo de Trump suspendeu os pagamentos à organização em 2025 e reduziu o financiamento voluntário para várias agências da ONU.
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