Liga Árabe condena abertura de embaixada colombiana em Jerusalém
A Liga Árabe condenou hoje a abertura da embaixada da Colômbia em Jerusalém, considerando a decisão uma violação do Direito internacional e do estatuto jurídico e histórico da cidade.
A organização, que reúne 22 países, afirmou em comunicado que a medida "constitui uma violação das resoluções pertinentes da legalidade internacional".
A Liga Árabe argumentou que a decisão ignora o estatuto de Jerusalém Oriental, que considera parte dos territórios palestinianos ocupados desde 1967 e capital do Estado da Palestina.
O organismo alertou para "as graves repercussões" da decisão, apesar das "reiteradas advertências" feitas às autoridades colombianas.
Segundo a Liga Árabe, a abertura da representação diplomática "contraria o consenso internacional sobre Jerusalém e viola os legítimos direitos nacionais do povo palestiniano".
O estatuto jurídico da cidade "não pode ser alterado através de medidas unilaterais ou decisões diplomáticas que violem o Direito internacional", acrescentou.
A organização defendeu que qualquer decisão unilateral sobre o estatuto jurídico ou político de Jerusalém prejudica os esforços de paz e as perspetivas de uma solução baseada na existência de dois Estados.
A Liga Árabe reafirmou que Jerusalém Oriental deve ser a capital de um futuro Estado palestiniano independente e soberano, baseado nas fronteiras anteriores à guerra de junho de 1967.
A organização apelou à Colômbia para "reconsiderar e reverter a sua decisão" e respeitar a Carta das Nações Unidas, o Direito internacional e as resoluções internacionais sobre Jerusalém.
O ministro dos Negócios Estrangeiros colombiano, Omar Bula, e o homólogo israelita, Gideon Saar, inauguraram hoje a nova embaixada colombiana em Jerusalém.
"É uma data importante para o Estado de Israel.
É também uma data importante para a cidade de Jerusalém", declarou Saar, ao assinar o livro de honra da embaixada na presença do chefe da diplomacia colombiana.
A decisão de transferir a representação diplomática de Telavive foi tomada após a chegada ao poder do Presidente colombiano, Abelardo De la Espriella, que anunciou a mudança em julho.
A Colômbia restabeleceu entretanto as relações diplomáticas com Israel, rompidas em 2024 pelo anterior Presidente, Gustavo Petro, em protesto contra a guerra israelita na Faixa de Gaza.
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