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Este miúdo de Pote cheio herdou muito mais do que um nome

Observador ·
Este miúdo de Pote cheio herdou muito mais do que um nome

Mais uma vez, a mesma expressão: “dores de crescimento”. O tom foi mudando ao longo das semanas. Até o próprio espaço em que foi proferido, antes ou depois dos encontros com Estrela, V. Guimarães e Alverca, não foi exatamente igual. A ideia, essa, esteve sempre presente – tudo o que poderia não estar a correr conforme previsto entroncava nessa necessidade de dar tempo ao tempo para consolidar este projeto numa equipa que, mais do que nomes (e foram muitos), mudou dinâmicas, identidade e o perfil de jogo. Ainda assim, sobrava um engano de perceção. Pequeno na descrição, grande na magnitude. Mais do que “dores de crescimento”, o que se viu sobretudo nas três primeiras jornadas foram “dúvidas de crescimento”. E era na perceção do que é uma e outra ideia que estava a rampa de lançamento para o Sporting enfrentar os próximos desafios.

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“Antes falavam da linha de três centrais, mas depois quando jogava com dois, três é que era melhor. Agora, dizem que tínhamos um jogo associativo e mudou. O futebol é isto, é a adaptação àquilo que queremos dentro das dinâmica s e as características individuais que temos. Não vão dar um jogo tão pausado, se calhar dão mais objetividade em alguns momentos que se calhar não tínhamos antes. É um crescimento que vamos ter enquanto equipa. Sei o que são dores de crescimento, não há como não ter, mas não me agarro a isso”, explicou Rui Borges a esse propósito na antecâmara da partida em Vila do Conde, antes de olhar de forma mais específica para o setor por onde vai passar grande parte do sucesso ou insucesso: o meio-campo.

“O Doumbia veio da Segunda Divisão italiana, o Sergi [Altimira] vem do Bétis e não jogava na sua posição de 6, jogava mais a 8 e não era um titular. Estamos a falar de muitas adaptações. O Flávio [Gonçalves] vem da equipa B e a competitividade, apesar de tudo, é diferente. O Zalazar é um jogador mais maduro e habituado ao nosso futebol. Há aqui algumas adaptações, principalmente no corredor central, que é importantíssimo para uma equipa. O crescimento vai acontecer. Não estou preocupado. O Morita dava umas coisas, o Doumbia vai dar outras mas que são diferentes. O Morita tinha 30 anos, este tem 21 ou 22. Faz parte daquilo que entendemos ser melhor este ano para esta equipa”, apontou o treinador verde e branco, abordando ainda as mais recentes mexidas no plantel com as chegadas do lateral esquerdo Zekri e do guarda-redes Kaique.

“O Kaique é uma oportunidade que tivemos, que já olhávamos há algum tempo e que achamos que terá um futuro muito bom. O Moncef [Zekri], apesar da tenra idade, já tem muitos jogos na Primeira Liga em que estava inserido. Tem capacidade técnica, maturidade apesar da idade, terá um futuro muito grande. Por algum motivo era titular, aos 17 anos. O Nes [Irakunda] tem características diferentes do Flávio, que não é um extremo de raiz, tem mais jogo interior do que exterior, mais associativo. O Nes dá-nos as duas coisas, é mais potente, um ala nato. À partida, o plantel estará fechado. Se chega? A profundidade do plantel é algo relativo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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