Hillary Clinton destaca caminho aberto por Gloria Steinem para mulheres
Para Clinton, o ativismo de Steinem tinha raízes "no seu otimismo", de acordo com um comunicado.
Steinem, um dos símbolos mais visíveis e uma das vozes mais poderosas do movimento feminista dos Estados Unidos (EUA), morreu na quarta-feira, em casa, em Nova Iorque, com 92 anos.
Também a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Jill Biden, juntamente com autores e ativistas norte-americanos, homenagearam Gloria Steinem como uma figura revolucionária e inspiradora.
"Gloria Steinem entendia que a igualdade das mulheres começa com a liberdade de tomar decisões sobre os nossos próprios corpos, saúde e futuros. Durante décadas, ela lutou para tornar esta liberdade uma realidade para gerações de mulheres e raparigas", escreveu Jill Biden.
"A sua voz mudou o nosso país e a sua coragem continuará a inspirar-nos a continuar a lutar pelas liberdades que ela passou a vida a defender", acrescentou Jill, incluindo o marido, Joe Biden, na mensagem divulgada nas redes sociais.
Para a escritora Roxane Gay, "a Glória era única. Genuína, generosa, curiosa, atenciosa. Viveu uma vida extraordinária e a sua morte é uma perda imensa, atenuada apenas pela força do seu legado", de acordo com uma mensagem nas redes sociais.
A amiga e também ativista Abigail Disney disse à agência de notícias Associated Press que "tudo o que Gloria fazia era baseado na bondade. Isso transparecia no seu ativismo político".
A autora e ativista de justiça social norte-americana Raquel Cargle escreveu 'online': "Glória, mudaste a minha vida. Acendeste em mim uma chama que resultaria no meu próprio ativismo. Serei eternamente grata por ter aprendido com o que ofereceste ao mundo".
O ator e dramaturgo norte-americano Harvey Fierstein considerou Gloria Steinem "uma visionária imparável que exigiu igualdade de direitos para as mulheres num mundo dominado por homens e trabalhou incansavelmente, durante décadas, para concretizar essa mudança".
Gloria lutou por "igualdade de direitos, liberdade de escolha, acesso ao poder político e igualdade salarial para esforço igual", acrescentou num tributo nas redes sociais.
"Fiz o que queria fazer da minha vida. Isto não teria sido possível sem Steinem e as numerosas outras feministas que, sem exagero, transformaram radicalmente a América e o mundo", escreveu 'online' a autora e advogada norte-americana Jill Filipovic.
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