UE condena ataque a diplomatas europeus na Cisjordânia
A União Europeia (UE) condenou hoje o ataque promovido no sábado por colonos israelitas na Galileia e na Cisjordânia ocupada contra uma delegação de diplomatas europeus.
"Tomamos nota positiva das declarações de vários representantes israelitas que condenaram estes ataques, mas esperamos que as responsabilidades sejam plenamente assumidas", disse ainda um porta-voz da diplomacia europeia.
Em comunicado, a mesma fonte sublinha que Bruxelas conta com "medidas eficazes destinadas a prevenir a continuação dos atos de violência e do assédio violento contra os palestinianos, nomeadamente durante a atual época de colheita da azeitona, bem como contra os jornalistas".
Colonos israelitas atacaram no sábado um comboio de diplomatas europeus em visita à Cisjordânia ocupada, agredindo violentamente um autarca francês, num contexto de intensificação da violência contra a apanha da azeitona por parte dos palestinianos.
O chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, "condenou firmemente estes graves atos de violência", atribuindo-os a "desordeiros israelitas", embora tenha censurado os consulados europeus envolvidos por não terem coordenado a visita com o Exército israelita.
No entanto, o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, denunciou posteriormente uma campanha de "difamação" contra Israel e os seus colonos.
O ataque ocorreu no dia seguinte ao sofrido por Heidi Levine, uma fotógrafa norte-americana do Washington Post que cobria a apanha da azeitona e que ficou gravemente ferida após ser agredida por colonos, depois de, na semana passada, um fotógrafo da agência AFP ter sido espancado.
O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, manifestou-se no sábado "muito perturbado" com as imagens da agressão a Heidi Levine.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, exigiu que Israel investigue e detenha os colonos envolvidos, denunciando "um ato de terror ignóbil perpetrado por cobardes mascarados".
A UE voltou hoje a instar Israel a "respeitar plenamente o direito internacional" e a "cessar a expansão dos colonatos".
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