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Desporto

Gustavo subiu (à) Nogueira para colher... um chocolate (crónica)

A Bola ·
Gustavo subiu (à) Nogueira para colher... um chocolate (crónica)

O extremo brasileiro cometeu uma pequena traição diante da antiga equipa e, logo aos 4 minutos, aproveitou o cruzamento milimétrica do jovem português para, depois de amortecer com o peito, rematar certeiro para a explosão de alegria dos quase 16 mil espectadores presentes no reduto minhoto.

E se Tiago Margarido tinha dado conta da enorme vontade do grupo em reagir à entrada em falso no campeonato, um golo a abrir o desafio foi, com toda a certeza, a melhor forma de demonstrar que o Vitória está forte e com todas as condições para realizar uma época à altura das exigências do clube.

Mas voltemos, então, ao chocolate. Expressão que na gíria futebolística remonta a momentos de grande categoria protagonizados por uma equipa. Assim foi a primeira para dos conquistadores. De altíssimo nível e com oportunidades em catadupa para aumentarem a contenda. Mas Tony Strata (3' e 43'), Miguel Nogueira (10' e 16'), Gustavo Silva (17', 27' e 38'), Alioune Ndoye (32') e João Mendes (34') não tiveram a mira devidamente calibrada e os minhotos chegaram ao descanso apenas com a (injusta, percebe-se) vantagem mínima.

Nesse período inicial, refira-se, os madeirenses apenas por uma vez conseguiram incomodar verdadeiramente Oliwier Zych , mas o desvio de Pablo Ruan , na sequência de um bom cruzamento de Léo Santos — central que se tinha integrado na manobra ofensiva —, saiu a rasar o poste esquerdo da baliza (42').

E voltando às oportunidades claras desperdiçadas pelos vitorianos, chegamos ao início da etapa complementar e constatamos que aos 49 minutos surgiu mais um momento soberano para que o conjunto minhoto avolumasse o marcador: Zé Vítor derrubou (o endiabrado) Miguel Nogueira no interior da área, mas Samu , chamado à marca dos 11 metros, viu Renato Marín realizar uma excelente intervenção e negar-lhe os intentos de forma categórica.

Ato contínuo, o árbitro da partida apontou de novo para a marca do castigo máximo, por suposta falta sobre Samu , mas, após ir ver as imagens ao monitor, Pedro Ramalho reverteu a decisão.

O encontro entrou, então, numa fase de maior equilíbrio, o Nacional conseguiu subir linhas de pressão e chegar a zonas de finalização, mas Igor Liziero viu a barra devolver-lhe um remate que levava lume (53').

O Vitória já sabe ganhar (fez muito por isso), o Nacional viu quebrada a invencibilidade.

Um foguete quando decidiu investir nas jogadas individuais e um matador quando optou por pisar terrenos interiores. Num desses movimentos sem bola, em que, como mandam as leis para um extremo quando o lance está a decorrer do lado contrário, apareceu no coração da área para, com categoria, atirar certeiro e selar o primeiro triunfo dos vitorianos. Como é seu apanágio... foi decisivo.

Grandes defesas a remates de Tony Strata (3') e Gustavo Silva (38') foram o mote para o voo espetacular e altamente eficaz que permitiu ao guarda-redes do emblema madeirense defender o castigo máximo de Samu, em que a bola tinha sido enviada para junto do poste e Marín esticou-se todo para impedir a felicidade do capitão vimaranense.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.abola.pt — o conteúdo pertence a A Bola.

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